Bom nível de emprego e aumento da renda no Brasil estimulam o desenvolvimento do setor de alimentação

Reinaldo Chaves

 

imageA taxa de desemprego ficou em 5,7% em fevereiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma das menores da história. O rendimento médio real do trabalhador ficou em R$ 1,699,70, o que representou avanço de 1,2% sobre janeiro.

Esses fatores estimulam o setor de serviços no Brasil e uma das áreas mais beneficiadas é a de alimentação, pois os brasileiros com mais dinheiro no bolso podem comprar mais refeições fora de casa. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) estima que já existam 1,5 milhões de bares/restaurantes no país, que geram 4,5  milhões de empregos.

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E toda essa força também favorece os pequenos e médios negócios, como marmitarias e buffets. Segundo Karyna Dantas, consultora especialista para alimentação fora do lar do Sebrae-SP,  bem administrada uma empresa como essa pode ter lucratividade variando entre 10% a 20%. “Mas é preciso ter uma gestão bem assertiva e um gestor participativo”, ressalta.

Passos

Ela orienta que um dos passos iniciais para quem quer entrar no ramo de marmitarias ou buffets, antes de pensar em custos, é a  elaboração do cardápio. O interessante é que o futuro empreendedor analise o que vai ofertar para o seu cliente para depois prever todos os custos de investimentos, abertura e implementação do negócio. Para isso ser feito com segurança, um plano de negócio deve ser elaborado.

Tudo isso para ter um planejamento anual, mais longo, ou seja,  diminui a chance de  tomar decisões apressadas ou erradas.  “Isso ajuda principalmente depois do negócio formalizado e constituído, onde deverá ser previsto os períodos de risco, como a sazonalidade de produtos, dos serviços e das demandas”, diz.

Formalização

Para quem abre um negócio, a informalidade é sempre uma dúvida: pode-se pagar menos impostos, mas o empresário não tem acesso a financiamentos, fica fora das regras legais do país e por isso pode se acomodar e não pensar em crescer.

Uma alternativa para os pequenos se legalizarem é o Empreendedor Individual, programa do Ministério do Desenvolvimento que formaliza os negócios com o pagamento de um valor fixo mensal de R$ 36,10.  É uma boa dica para quem pensa em marmitaria. Isso dá direito a  benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros. Veja mais em

www.portaldoempreendedor.gov.br.

Dinheiro

Também há instituições que emprestam dinheiro para pequenos empresários cobrando juros baixos. O Banco do Povo Paulista, por exemplo, cobra 0,5% ao mês (veja mais em www.bancodopovo.sp.gov.br). Também existe o programa nacional de microcrédito Crescer, que atende nos bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, com juros de 0,6% ao mês (veja mais em www.caixa.gov.br/voce/Credito/mpo_crescer/index.asp).

Fonte: Diário de São Paulo – 25/03/2012

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