Eles são suspeitos de exigir dinheiro de donos de lojas, bares e restaurantes para não aplicar multas.

A polícia do Rio prendeu nesta quinta-feira (3) 25 funcionários da Vigilância Sanitária Municipal. Eles são suspeitos de exigir dinheiro de donos de lojas, bares e restaurantes para não aplicar multas.

04112013

A polícia teve a ajuda de seis empresários, vítimas frequentes de extorsão. Em imagens exclusivas, o dono de um restaurante que pediu para não ser identificado recebe o fiscal Robert Roy Fulton, conhecido como Roy.

A visita, que deveria ser uma fiscalização, não passou de uma cobrança de propina. Primeiro, Roy deixa claro que a palavra dele é fundamental para que o estabelecimento continue funcionando.

Roy: tá liberado por mim, ok?

Depois, ele confere e pega o dinheiro. Robert Roy foi um dos fiscais presos nesta quinta-feira (3). Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça comprovam os pagamentos.

José Nereu (fiscal): e aí? Posso passar aí?
Marcelo Freitas (comerciante): pode passar lá, tá? Tá com o dinheiro de vocês lá, tá com o negócio de vocês.

“Ou paga, ou não trabalha. Bem parecido com a proteção da máfia italiana”, afirmou Homero Freitas, promotor de Justiça.

O inquérito mostra ainda que os fiscais vendiam o serviço de empresas de dedetização das quais recebiam comissão.

José Nereu: jogar o veneno não é jogar. Tem que ver onde é o foco. E o foco você só vai ter com essa firma. Os caras são bons, o meu interesse nisso é só na indicação.

Segundo os delegados, o esquema movimentava cerca de R$ 50 milhões por ano. Na casa de um dos fiscais, foram encontrados R$ 120 mil. E na casa de outro que foi preso uma quantia ainda maior: R$ 800 mil guardados em uma mala. Um valor espantoso diante do salário dos fiscais. Eles recebiam cerca de R$ 2.800 por mês.

Segundo a polícia, os fiscais ameaçavam multar por infrações inexistentes ou então fechavam os olhos diante de absurdos.

José Nereu: a loja tá com rato, tá com barata, barata pequena, barata grande. Mas não criamos problema também, não, hein.

“Eles não fiscalizavam nada. Eles só cuidavam do próprio bolso”, afirma o delegado.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio declarou que dois funcionários da Vigilância Sanitária que tinham cargos de chefia serão exonerados. Os demais ainda passarão por um processo administrativo.

(Veja o vídeo desta matéria clicando aqui)

Fonte: G1

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