Controle integrado de pragas

Manter as pragas longe do estabelecimento é fundamental para a saúde dos negócios.

imageA presença de pragas nos estabelecimentos de alimentos revela falha nos procedimentos de boas práticas de manipulação comprometendo a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos, podendo transmitir doenças aos clientes e  trabalhadores.

As baratas domésticas são vetoras de microrganismos patogênicos, através do seu corpo e patas, sendo responsáveis por doenças gastrointestinais, conjuntivites, infecções urinárias, toxinfecções alimentares, alergias, verminoses, micoses, protozooses. As formigas também são condutoras mecânicas de agentes patogênicos, como vírus, bactérias e fungos. Os roedores urbanos estão vinculados à leptospirose, salmonelose, hantavirose, peste, sarna e micoses. As moscas são  fortemente atraídas por restos orgânicos em decomposição, como fezes de animais ou humanas e ao pousar em superfícies domésticas e utensílios veiculam agentes  patogênicos em suas patas, transmitindo várias doenças e distúrbios  gastrointestinais.

As pragas urbanas invadem as cozinhas na busca por alimento, água e abrigo. O  Controle Integrado de Pragas é um sistema que incorpora ações preventivas e corretivas destinadas a  impedir o acesso e a proliferação de vetores e pragas  urbanas, de forma a garantir resultados favoráveis sob o ponto de vista higiênico,  ecológico e econômico. O objetivo é minimizar o uso abusivo e indiscriminado de  praguicidas.

A aplicação de produtos químicos só deve ser realizada quando adotadas todas as medidas de prevenção, só podendo ser utilizados produtos registrados no Ministério da Saúde. Quando a adoção das medidas preventivas não for suficiente para eliminar as pragas e for necessário o uso de produtos químicos, deve-se contratar uma empresa especializada em controle de pragas. Ao contratar uma empresa solicite a Licença de Funcionamento emitida pela Vigilância Sanitária.

Os fatores que propiciam a proliferação de pragas são conhecidos por 4 as:

• Conservar os alimentos em recipientes bem fechados;
• Limpar diariamente o piso, fogão e demais equipamentos;
• Limpar quinzenalmente caixas de gordura, mantendo-as bem fechadas;
• Remover o lixo diariamente, quantas vezes necessário, devidamente tampados
e ensacados. Os sacos de lixo devem ser colocados em lugares altos próximo à
hora da coleta. Lavar periodicamente a lixeira, mantendo-a seca e fechada.
• As áreas internas e externas do estabelecimento devem estar livres de objetos em desuso ou estranhos ao ambiente, entulhos e com a grama aparada;
• Limpar frequentemente os armários, principalmente aqueles com pouco uso;
• Descartar embalagens de papelão ou madeira usadas para transporte de
alimentos;
• Vedar todos os orifícios, aberturas ou frestas nas paredes.
• As portas e as janelas devem estar  ajustadas aos batentes;
• As aberturas externas das áreas de armazenamento e preparo de alimentos
devem ter telas milimetradas e vãos sob as portas protegidos com anteparo de
borracha;
• Os ralos devem ser do tipo abre e fecha para serem fechados quando em desuso;
• Vedar fossas sépticas, assépticas, instalações hidráulicas e rede de esgoto.

Fonte: Revista Mercado Gastronômico

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A importância do uniforme no ambiente gastronômico

imageA utilização de uniformes existe desde a antiguidade, mas desde aquela época até pouco tempo atrás os uniformes tinham a simples função de padronização do indivíduo. Atualmente a utilização de uniformes, principalmente em negócios gastronômicos tem uma função muito mais ampla que abrange desde a segurança e conforto até o fortalecimento da marca do estabelecimento.

Nos restaurantes a utilização de uniformes é essencial, tanto para diferenciar colaboradores de clientes quanto para definir a atividade do indivíduo em cada setor do restaurante.

No setor de produção de alimentos, principalmente no que diz respeito à segurança alimentar, os uniformes das áreas de produção de alimentos possuem a cor branca, simplesmente para que a sujeira seja notada com facilidade e o uniforme substituído constantemente. Esta também é uma das funções do avental, que protege o uniforme principal. O tipo de tecido utilizado para elaboração do uniforme também é fundamental. Nas áreas de produção, onde a alta temperatura ambiente e o risco de incêndio são comuns, os tecidos de algodão são mais recomendados. Os tecidos sintéticos devem ser evitados para a área de produção de alimentos devido à sua alto inflamabilidade. Quando falamos de uniformes também não devemos nos esquecer dos calçados. É muito comum a utilização nas cozinhas de botas brancas emborrachadas, que por sinal atendem bem. Mas o ideal são botas de couro com ferro nas pontas, visando a proteção dos pés contra acidentes com panelas e facas. O solado das botas devem ser emborrachados, visando evitar quedas e também choques elétricos. Assim como as botas, outros acessórios complementam o uniforme na área de produção, como luvas e toucas. O importante é sempre associar a funcionalidade do uniforme com o conforto para quem irá utilizá-lo.

Nos salões dos restaurantes a utilização dos uniformes por parte dos garçons e atendentes tem o papel de diferenciá-los do restante do público, desta forma o cliente não sente dificuldade em identificar um garçom no ambiente.

Os tipos de tecido a serem utilizados pelos garçons no salão já adotam outras funcionalidades, permitindo uma maior variedade de tecidos e cores. Os tecidos sintéticos são úteis principalmente por não amassarem com facilidade, além de permitirem uma grande variedade de cores, em contrapartida aquecem bastante. Tecidos em tricoline, brim e sarja proporcionam bastante conforto e visual mais sofisticado.

A personalização de uniformes é a grande tendência atual. Restaurantes estão investindo em uniformes personalizados para seus colaboradores, trazendo o fortalecimento da marca, a harmonização com o ambiente e com o conceito do restaurante.

Fonte: GR Gestão de Restaurantes

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Mercado de alimentação é destaque entre os bons negócios para 2012

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Brasileiro gasta até 30% da renda com alimentação fora de casa. Curso ensina a fazer pizzas inovadoras, como couve e repolho.

O brasileiro gastará, este ano, em média, até 30% de sua renda com alimentação fora de casa. Redes de franquia são as que mais investem nesse setor. E também existem cursos que preparam empreendedores para atuar nesse mercado.

Esta escola ensina a montar restaurantes. A aula de hoje é sobre pizza, um dos pratos mais populares do Brasil.

“Sempre gostei de pizza, queria abrir uma pizzaria, a gente fez o curso aqui buscando as novas técnicas… Um pouco diferente do tradicional, conta o aluno Marcelo Aiello. O objetivo é entrar no negócio com o pé direito.

Existem tantas pizzarias por aí, que o empreendedor corre o sério risco de ser apenas mais um no mercado. A saída é fazer pizzas diferentes, inovadoras – por exemplo, com massa de chocolate, pizza de couve e pizza de repolho.

O chef e empresário Ronaldo Ayres montou um centro de treinamento em 2006. Duzentos e quarenta alunos se formam no local todo mês. O curso custa R$ 500 em uma semana de treinamento. Ayres dá as receitas, mostra as técnicas e a gestão do negócio.

“O segredo de uma pizzaria é a chamada administração do lixo. É aqui que o lucro do negócio pode ir embora. A estratégia é aproveitar 100% de tudo. Por exemplo, o manjericão. Eu tiro todas as folhas dele, e vai me sobrar o talo, e aí eu faço a mistura dos talos, com sal e azeite, e me dá um molho pesto. E é muito comum também. Quando a gente pede pro colaborador tirar o olhinho do tomate, ele vai lá e tira uma tampa do tomate. Numa caixa de 30 kg eu perco 2 kg, corresponde a 10 % e isso vai pro lixo. Juntando todos esses processos, no final do ano, eu consigo comprar um carro popular pra mim”, conta Ayres.

O empresário garante: é preciso aprender a ganhar dinheiro com pizza. Farinha, fermento, sal, óleo e água. A base é conhecida como massa pobre, uma matéria prima muito barata.

E aqui está a receita mais lucrativa de uma pizzaria. Faça uma massa fininha, uma folha de papel. Coloque um pouquinho de parmesão em cima, asse, e você tem o crostini. Um pedacinho de massa faz uma cesta do produto. Ele custa para o dono da pizzaria R$ 0,30. É vendida na mesa por oito reais. Um lucro de mais de dois mil por cento.

No serviço de delivery de pizza, atenção: a entrega deve ser feita em no máximo 30 minutos. A estratégia é pré-assar as massas e só cobrir na hora do pedido. O forno esteira também ajuda. Custa R$ 23 mil – você coloca a pizza de um lado e ela sai pronta do outro, em dois minutos e meio.

“Elimina a dificuldade da mão de obra, tem um computador todo programado, sai a pizza com qualidade e na altura que você precisa“, conta o empresário.

Uma receita lucrativa do chef é a pizza de chocolate. A massa é de farinha de trigo e chocolate em pó, na proporção de cinco para um. Em cima, rodas de chocolate em pasta – preto e branco. Com um palito, o chef risca a cobertura em sentidos contrários. Para a arte final, morangos e licor de menta.

“É uma pizza que você come com os olhos, muito bonita, você vai passar nas mesas até chegar na própria mesa do cliente. Hoje, pode vender de R$ 28 até R$ 60“, conta ele.

No Brasil, os números do setor de fast food impressionam. No horário das refeições, 27 milhões de pessoas estão fora de casa. Todos os negócios de fast food faturam R$ 60 bilhões por ano no país e geram 1 milhão de empregos diretos e indiretos.

Franquias
Pedro Morganti é o franqueador da rede de uma rede de pizzarias. Tem três lojas próprias em São Paulo e dois franqueados. O negócio foi montado para atrair quem come de segunda a sexta fora de casa. No loca, se vende pizzas em pedaços e os clientes escolhem entre 19 sabores. A estratégia dele é que a pizza seja encarada como um almoço.

“Aqui o pessoal, em média, come 2 ou 3 pedaços e sai daqui almoçado, volta para o trabalho satisfeito normalmente“, conta Morganti.

Marcelo Alvarez, franqueado da rede, estruturou o processo. Para a loja oferecer rapidez, todos os dias pela manhã a pizza vendida é pré-assada e vai para a vitrine, encher os olhos do consumidor que tem pouco tempo.

“Quando ela está pré-assada fica muito mais bonita, com atrativo, fica com cara bem gostosa, mesmo”, diz Alvarez.

Assim que o cliente faz o pedido, o produto volta para o forno e termina de assar. Em dois minutos, está na mesa do cliente. “No meio do trabalho, deu uma fominha, você consegue ir, porque eles ficam abertos em horários mais longos”, diz a cliente Janaína Calonga.

Existe ainda outra condição para atrair esse cliente: o preço. Quem come fora todo dia faz as contas no fim do mês.

“Às vezes 1, 2 reais a mais, que um funcionário gaste para comer fora, todo dia, no fim do mês, fim do ano, se for analisar essa conta, e ele faz essa conta, faz diferença e às vezes que ele mude de local de alimentação”, diz o consultor Paulo Ancona.

Para montar uma franquia de pizza em pedaços, o investimento é de R$ 300 mil. Inclui taxa de franquia, reforma da loja, capital de giro e estoque. A previsão de faturamento é de R$ 70 mil por mês, com lucro de 15% a 20%.

“A velocidade da vida moderna, a dificuldade no trânsito nas grandes cidades, a oportunidade de novos como o sistema de franquia trás para se abrirem negócios de alimentação, que hoje é um atrativo muito grande. Existe uma demanda muito grande e esse ciclo vai se movimentando. É uma tendência com certeza e vai continuar”, diz o consultor Ancona.  

Fonte: http://g1.globo.com

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Falta de higiene fecha 607 restaurantes em São Paulo

imageAlimentos mal armazenados ou sem refrigeração, além de moscas e baratas, causaram interdições

Flagrados por apresentarem condições precárias de higiene, 607 restaurantes, lanchonetes e mercados, entre outros estabelecimentos, foram interditados pela Vigilância Sanitária da cidade de São Paulo no ano passado. O número é 20% maior do que em 2010, quando ocorreram 505 fechamentos temporários. Os agentes sanitários chegaram a esses locais após denúncias da população e inspeções de rotina.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as interdições ocorrem quando são identificados problemas como alimentos com a validade vencida ou estocados em locais sem ventilação ou refrigeração adequada ou ainda infestados de insetos, principalmente baratas e moscas.

A multa ao estabelecimento vai de R$ 100 a R$ 50 mil, dependendo da infração. Em casos de interdição, a reabertura só é permitida após a situação ser regularizada. A SMS não soube informar o motivo do aumento, mas afirma que um local pode ter sido alvo de mais de uma blitz.

A Vigilância Sanitária atua, muitas vezes, em conjunto com o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que prende em flagrante quem estiver vendendo comida estragada e sem origem de fabricação. No último dia 7, mesmo sem apresentar falhas de limpeza, o restaurante Ritz, na Alameda Franca, Jardins, foi acusado pelo DPPC de armazenar comida com prazo de validade vencido. Foram recolhidos 280 quilos de peças como queijos, pancettas e leite de cabra impróprios para consumo. Um gerente foi preso. Procurada pelo JT, a assessoria do restaurante não respondeu.

A professora Avany Bon, coordenadora da Faculdade de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi, alerta que alimentos vencidos ou armazenados de forma imprópria podem provocar infecção e intoxicação alimentar, causando diarreia e vômito. Em casos graves, podem levar à morte por desidratação. “Um alimento vencido ou que foi malconservado pode conter um número maior de micro-organismos, bactérias, vírus, ou fungos, que podem causar um distúrbio gastrointestinal.”

O delegado Marcelo Jacobucci, titular da 1ª Delegacia de Saúde Pública do DPPC, diz que o que mais se apreende são queijos estragados. E, segundo ele, foi detectado que quem mais guarda comida estragada são mercados, padarias e restaurantes. “Só no ano passado foram 110 toneladas de comidas assim”, lembra Jacobucci.

Fonte: O Estado de São Paulo – 10/02/2012

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Sete estratégias para lucrar no setor de alimentação saudável

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Entenda as razões que fazem o setor ser promissor e quais os aspectos que a empresa precisa considerar para crescer nesse ramo

Quando até mesmo grandes redes de fast-food como o McDonald’s começam a destacar a salada em seu cardápio, é sinal de que uma grande mudança está em curso no mercado de alimentação. Na verdade, já faz algum tempo que a preocupação com a saúde influencia o menu de muitos restaurantes, mas a tendência ganhou força e agora, de acordo com a opinião de especialistas, consolida-se como o caminho mais seguro para quem pretende empreender com sucesso no segmento.

Entenda por que o setor é promissor e quais os aspectos que a empresa precisa considerar para crescer nesse ramo:

1. Saúde é a maior preocupação na hora de comer

Pesquisa sobre hábitos alimentares, realizada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) com três mil pessoas de várias idades e classes sociais, comprova: na hora de comer, a principal preocupação dos entrevistados é com a saúde. Praticidade e prazer também compõem a lista de prioridades dos brasileiros à mesa.

Muitos fatores ajudam a explicar o fenômeno. O aumento da renda, o crescimento da obesidade, o estilo de vida estressante e sedentário dos moradores das grandes cidades e até mesmo a preocupação em seguir um padrão de beleza que associa magreza à saúde são algumas das justificativas para a crescente busca por refeições balanceadas, gostosas e rápidas. Além disso, hoje todo mundo sabe que a ingestão de alimentos gordurosos está diretamente ligada ao surgimento de algumas doenças.

2. Idade é fator fundamental para mudança de hábitos

Lívia Barbosa, coordenadora do Centro de Altos Estudos da ESPM, destaca ainda que a população com mais de 56 anos adota dietas balanceadas de forma mais frequente. O grupo de entrevistados entre 17 e 24 anos, entretanto, ainda é mais resistente ao cardápio ‘verde’. “As empresas devem considerar que o principal fator de mudança de hábitos alimentares é a idade. Um casal sem filhos vai mais a restaurantes e faz refeições menos saudáveis. Mas quando as crianças chegam, esse perfil muda”, explica Lívia.

3. Mercado de alimentos saudáveis vai crescer rápido

Dados da consultoria Euromonitor projetam que, em 2014, as vendas de bebidas e alimentos industrializados relacionados com saúde e bem-estar deverão movimentar US$ 21,5 bilhões no Brasil. A culinária saudável ganhará mais adeptos no País, por isso, o negócio que apostar desde agora nesta tendência pode enfrentar menos concorrência para se estabelecer e crescer. “Cada vez mais, as pessoas vão preferir comprar de empresas que se preocupem verdadeiramente em melhorar a vida de seus clientes”, avalia Ricardo Daumas, diretor da área de foodservice  da consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza.

4. Informar bem o cliente é fundamental

“Quem montar agora um negócio no ramo terá de educar os consumidores sobre a importância da alimentação saudável. Só assim o mercado pode crescer mais rápido”, analisa Daumas. O site Dieta Bistrô, aberto em outubro de 2011, fez da comunicação sua principal estratégia para conquistar a confiança e a preferência dos clientes.A empresa, criada por Raimundo Lima Junior e Bianca D’Ippolito, entrega pratos saudáveis e elaborados em domicílio. O cliente pode escolher seis dietas: balanceada, vegetariana, kosher, celíaca (sem glúten), low carb ou de baixo índice glicêmico.

Mas para que os clientes percebessem todos os atributos do produto e pagassem R$ 99,90 por cinco refeições, os empresários tiveram de estudar como seria o design e a navegabilidade do site, detalhar as informações de cada prato e iniciar um trabalho constante de divulgação de informações nas redes sociais – um blog ainda está por vir.“Nós compartilhamos dados sobre gastronomia, nutrição, bem-estar e tudo mais que possa interessar aos nossos clientes”, conta Lima Junior. “Isso ajuda a divulgar a nossa marca.”

5. Público que consome produtos saudáveis já está mais amplo

Quem está há mais tempo no setor já percebe mudanças que indicam um grande potencial de crescimento do ramo. Afinal, quando o empresário Marcelo Ferraz criou, em 2003, a rede de restaurantes Wraps, o mercado era bem diferente. Havia poucas opções de refeições leves e não se comercializava o wrap (espécie de sanduíche enrolado) no País. Com clima descontraído, seu restaurante atraía um público mais jovem. Mulheres, principalmente.

Mas isso mudou. “Basta olhar as mesas e notar a presença quase igualitária dos homens e também de pessoas mais velhas. Meu público se ampliou”, afirma Ferraz. Outra mudança se deu na frequência com que os clientes comparecem aos nove restaurantes mantidos pela rede. No início, o Wraps parecia vocacionado a ser um bom programa de fim de semana. “Hoje as pessoas saem do trabalho e vêm almoçar aqui regularmente. A alimentação saudável entrou na rotina delas”, observa o empresário.

6. Salada no prato não é sinônimo de refeição saudável

Muito embora as saladas estejam em alta, não basta ao interessado em abrir um negócio no ramo colocar alimentos ‘verdes’ no menu para que os pratos sejam considerados saudáveis. “É preciso elaborar um cardápio a partir de conceitos nutricionais, que possibilitem uma alimentação equilibrada. Além disso, a empresa deve ter consistência, e não apenas se valer da imagem de ‘verde’”, define Sergio Bocayuva, presidente do Mundo Verde, rede com 25 anos de atuação no mercado.

7. Boa imagem e coerência são fundamentais para o sucesso

Para Bocayuva, só o discurso não basta. Ao selecionar um franqueado para a sua rede, ele examina a identificação do futuro empresário com o conceito do negócio. “Um candidato fumante, por exemplo, não nos interessa”, diz o empreendedor. Além disso, o público que hoje consome refeições saudáveis fora de casa é formado em sua maioria por consumidores das classes A e B. São pessoas informadas, capazes de perceber as contradições de uma empresa que adere à onda verde por puro modismo.

“Mas mesmo os consumidores da classe C, que hoje já se interessam por esses produtos, também são criteriosos. E isso só deve se intensificar”, acredita Bocayuva. Além disso, os produtos saudáveis costumam ser mais caros que os demais alimentos, o que aumenta a exigência dos clientes na hora de comprá-los. “A transparência é tudo neste ramo”, conclui.

Fonte: O Estado de S.Paulo – 25/01/2012

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Lavatórios em restaurantes de BH poderão ser obrigatórios

imageVereador justifica que as medidas, se aprovadas, podem ajudar nos hábitos de higiene e na manutenção da saúde pública

O parlamentar explica que as medidas visam estimular nos consumidores hábitos de higiene e ajudar a garantir a saúde pública. “Muitas pessoas não têm a cultura de lavar as mãos antes de se alimentar, até porque a maioria dos estabelecimentos do gênero não mantém lavatórios disponíveis para os clientes. A exceção são os restaurantes. Sabemos que a maioria deles possui lavatórios e o que nós queremos é que isso se torne uma regra, uma cultura em todo comércio de alimentos”, afirma.

O PL 1796/11, que tramita em 1º turno na Comissão de Legislação e Justiça, dispõe sobre os estabelecimentos que comercializam alimentos para consumo imediato e no local. Lanchonetes, restaurantes, padarias e similares deverão disponibilizar aos clientes lavatórios para higienização das mãos.

A mesma regra deve valer para o comércio de hortifrutigranjeiros, de acordo com o PL 1768/11, que tramita em 1º turno na Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana. Para o vereador, o fato de uma fruta ser manuseada por várias pessoas interessadas em verificar a estado do alimento justifica a necessidade de lavatórios no local.

De acordo com as duas propostas, o comércio que não oferecer o lavatório será advertido e, em caso de reincidência, multado em 500 reais. Se persistir a irregularidade, o estabelecimento poderá perder o alvará de funcionamento.

Se aprovadas pelo Executivo, as leis entram em vigor 120 dias após a sanção.

Fonte: Câmara Municipal de Belo Horizonte – 30/09/2011

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Bares e casas noturnas: veja riscos e vantagens de investir num negócio

imageO sonho de ter um negócio na noite pode virar um pesadelo caso o empresário não tenha o  conhecimento necessário do ramo em que pretende atuar. A falta de planejamento é um dos principais problemas enfrentados por empreendedores de primeira viagem.

De acordo com o Sebrae-SP, 27% das empresas abertas em 2010 fecharam antes de completar um ano.

Para o gerente de acesso ao mercado do Sebrae, Paulo Alvim, investir na noite tem uma série de características importantes diferentes de qualquer outro negócio.

"Os custos são completamente diferentes, pois é preciso ter segurança, serviço de estacionamento, alto consumo de energia e encargos trabalhistas maiores. É preciso muito planejamento", disse.

Começar a planejar visitando os concorrentes e fazendo cursos específicos de gestão é uma outra dica do especialista do Sebrae.

"O empresário deve identificar quais são as empresas que já atuam no setor, quais serviços são bons ou ruins. A partir desse momento, é importante traçar um plano de negócios para depois buscar os investimentos necessários", declara.

"Sem planejamento perdi todo o meu fundo de garantia"

A ideia de abrir o próprio negócio surgiu quando o engenheiro Ronaldo Pacheco, 57, perdeu o emprego na empresa em que trabalhava há 20 anos. Com o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) resolveu abrir um restaurante em São Paulo.

“Em seis meses eu já tive que pegar dinheiro emprestado com o banco. Os juros eram altíssimos, e a dívida só foi aumentando. Tive que fechar o restaurante em dez meses e perdi todo o dinheiro que economizei", declarou Pacheco.

Depois de perder o negócio foram necessários mais dois anos para conseguir quitar todas as dívidas acumuladas. "Tive de voltar a procurar um emprego e trabalhar numa empresa como engenheiro. Foi um grande pesadelo para mim e para a minha família", disse.

Empresa fatura R$ 75 milhões por ano divertindo os clientes

O A.Life Entertainment Group, empresa de capital fechado de private equity na área de entretenimento,  já fatura R$ 75 milhões por ano.

O grupo formado por quatro gestores e 43 investidores atende a um público de 70 mil pessoas por mês nas cidades de São Paulo e Florianópolis.

Para o sócio e gestor do A.Life, Gustavo Araújo, 29, existe uma grande demanda no país, mas são necessários muito planejamento e pessoas capacitadas para tocar o negócio.

"Nos preparamos muito antes de investir, analisando o mercado e as oportunidades. É muito importante estudar o setor de atuação para identificar oportunidades de negócio que possam atrair investidores", disse.

Entre os gestores da empresa, todos já acumulam experiência em grandes multinacionais. "Essa bagagem ajudou muito no momento de consolidar o negócio", afirma.

Fonte: www.uol.com.br

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Sistema de Delivery on-line e as vantagens deste serviço para os restaurantes

imageA modalidade de delivery já é conhecida pelos brasileiros há muitos anos. A grande novidade que vem ganhando a atenção de clientes que utilizam este tipo de serviço é realizar o seu pedido via internet. Os motivos que vem atraindo novos clientes para esta nova modalidade de delivery são vários, como explica Daniel Mantovani, diretor Executivo da Pizzaria e Cia.

“Existem várias vantagens, a maior delas é a comodidade que o sistema de delivery on-line passa para o cliente. O cliente pode escolher o produto e pagar sem demora, de forma simples e fácil.”

Quem nunca se deparou com algum tipo de transtorno ao ligar para uma pizzaria para fazer um pedido? Telefone ocupado ou fazer a telefonista ler todo o cardápio para o cliente são alguns deles. Mas com o sistema de delivery on-line todos estes problemas deixam de existir. O cliente ao acessar o site da pizzaria, tem todo o cardápio a um clique, além de não precisar fazer nenhuma ligação o cliente realiza seu próprio cadastro, efetua o pagamento de forma segura ou pode optar por pagar no ato da entrega.

Outra grande vantagem deste serviço é o agendamento de pedidos. Se o cliente quiser chegar em casa e logo em seguida receber sua pizza ou se for receber alguns amigos em casa à noite e já quiser deixar tudo preparado, basta entrar no site da sua pizzaria favorita que utiliza o sistema de delivery on-line e fazer o agendamento. O cliente pode acompanhar o status do pedido a qualquer momento. Rápido e prático não?

imageAinda Segundo Daniel Mantovani o sistema oferece vários outros benefícios também para os donos do Restaurante que utilizam este sistema. Com mais de 50 funções administrativas o proprietário pode enviar códigos promocionais, criar inúmeras formas de promoções, enquetes, banners e o sistema tem até um formulário para a contratação de novos funcionários. Além disso o sistema coloca a disposição do restaurante outra ferramenta importante que é a compra coletiva.

A facilidade na utilização do sistema também é um grande diferencial. Todas as ferramentas são auto-intuitivas, permitindo ao cliente ou ao administrador do site utilizá-las sem nenhuma dificuldade.

“…Hoje temos clientes que tiram mais de 200 pedidos por mês somente pelo delivery on-line.

Além disso essa forma de delivery é uma opção que veio para ficar. O comércio eletrônico se tornou realidade e quem deixar para depois pode perder espaço para a concorrência, isso porque muitos já estão aderindo ao serviço….”

Com tanta comodidade e facilidade os pedidos via internet vem crescendo bastante. Empresas aumentam até 30% de seu faturamento com o novo sistema. Uma pesquisa realizada pela Infomoney informa que 40% dos consumidores aceitam pagar mais pelos alimentos desde que os restaurantes melhorassem em alguns aspectos.

Existem inúmeras empresas que oferecem o sistema de Delivery On-line, mas qual o diferencial que a “Pizzaria e Cia” possui em relação à concorrência?

“…Nosso diferencial é o foco na real necessidade das empresas que utilizam nosso serviço. Nosso sistema é hospedado no próprio domínio do cliente (Dono do Restaurante ), isso faz com que o cliente final fidelize o delivery, não tendo a possibilidade de acessar o site da concorrência. Oferecemos suporte On-line 16 horas por dia através de nossa ferramenta de WEBDESK. Hospedamos o site na melhor empresa de hospedagem da América Latina e não cobramos hospedagem. Por fim o cliente que contrata o nosso sistema recebe treinamento sempre que necessário…”

A GR foi em busca de empresários que utilizam o sistema da Pizzaria&Cia para saber como é a operacionalização do sistema por parte da empresa. O Sr. Jonatham da Pizzaria Predileta destacou o que mudou após a implantação do sistema.

“…Hoje atendo cerca de 200 pedidos online por mês e só consigo dar conta graças a esse excelente site desenvolvido por eles. Nele posso criar diversas promoções exclusivas para o pedido online, tenho a integração do site com meu sistema assim quando o cliente faz uma compra online tenho a opção de já sair direto impresso na minha impressora, mas o sistema também disponibiliza um aviso sonoro avisando sobre a chegada de um novo pedido e eu mesmo mando imprimir. Estou bastante satisfeito com o resultado do investimento…”

Sistema de Delivery On-line Pizzaria&CIA
(Atendimento em todo o Brasil)
Site:
http://www.pizzariaecia.com.br/
Telefone (65) 3634-6216
Email: suporte@pizzariaecia.com.br

No restaurante: como agir em situações constrangedoras

 

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O que fazer quando tem uma mosca na sopa? E se o copo chegar sujo de batom? Saiba como se comportar e o que esperar da casa

Achou uma minhoca na salada? O pessoal da mesa ao lado está fazendo baderna e quebrando o clima do seu jantarzinho romântico? O garçom está com o zíper da calça aberto? Certas providências precisam ser tomadas, mas não há motivo para armar um escândalo e se estressar. Afinal, essas e outras situações chatas (infelizmente) acontecem até nos melhores estabelecimentos. O iG Comida conversou com gerentes de dois restaurantes paulistanos para saber o que pode ser feito para contornar essas e outras saias justas, algumas muito frequentes.

Nossa missão é minimizar os danos, acalmar os comensais e tentar evitar que no futuro esses deslizes se repitam", diz Ismael Martins, gerente do restaurante Gero e 22 anos de Grupo Fasano. Flávio Tupinambá, o Tupi, que trabalhou durante anos à frente do salão do Spot e agora é sócio do recém-inaugurado Ruaa, concorda. "Quem sai de casa quer se divertir, e nosso papel é tornar a visita das pessoas uma experiência agradável", diz. A dupla prepara você para agir em situações constrangedoras, e ensina o que esperar do restaurante. Relaxe, respire fundo e vamos lá.

Tem um elemento estranho no meu prato (um pedaço de plástico, um cabelo, uma mosca etc)
O cliente deve chamar o garçom e mostrar o "brinde" que encontrou na comida. A conduta esperada é que o prato seja substituído por outro igual ou à escolha do cliente. Se o novo prato tem valor superior, uma forma de compensar o deslize é cobrar o valor do anterior, o mais barato.

Minha taça de vinho chegou à mesa com uma marca de batom na borda
A sujeira deve ser mostrada ao sommelier ou ao garçom. A taça deve ser imediatamente trocada, e não há problemas em aceitar um agrado do restaurante, como um petisco para acompanhar a bebida enquanto a comida não vem ou uma sobremesa de graça no final da refeiçãoMinha carne está muito mal passada
Deve-se informar o garçom assim que o prato chega à mesa e a falha é notada. Mas o correto mesmo é deixar claro o ponto desejado na hora de fazer o pedido. Muitas vezes, o "mal passado" do chef é diferente do imaginado pelo cliente. O mesmo serve para massas e risotos, normalmente servidos al dente (mais durinho). Aqui, a comida volta para a cozinha e, geralmente, o prato é trocado.

Tudo certo com o meu prato, mas o da minha companheira está trocado
Alerte o garçom enquanto ele ainda estiver servindo. Se o jantar for de casal, o correto é ele voltar com os dois pratos para a cozinha e servi-los juntos. Mas se a mesa for grande, o jeito é mantem o bom humor e beliscar a batata frita de seu vizinho enquanto espera a troca.

Quero comer este prato, mas não do jeito que está descrito no cardápio
Tem cliente que, quando faz o pedido, pede um filé a parmigiana sem queijo, um hambúrguer no prato e com o pão à parte ou um linguado Belle Meunière sem alcaparras. Até aí, tudo bem, mas o problema é quando ele quer substituir os ingredientes por outros, que nem sempre estão disponíveis. Neste caso, tudo vai depender da boa vontade do chef. Afinal, o que o restaurante tem para oferecer é o que está no cardápio, a cozinha não está lá para executar todo e qualquer prato que o cliente está com vontade de comer. Lembre-se: um estabelecimento comercial não é a sua casa.

O pessoal da mesa ao lado está falando alto e fazendo muita algazarra
Não faça "shhhh" ou dirija-se à turma barulhenta, isso só vai criar estresse e constrangimento. Chame o maître ou o garçom e exponha o seu problema. A melhor saída, aqui, é mudar de mesa.

Aquele senhor ali do canto não tira os olhos das minhas pernas
Fique fria e não vá cobrar satisfações direto com essa figura inconveniente com a faca na mão. Avise ao garçom ou maître o que está acontecendo e peça que ele tome uma providência. Mais uma vez, a troca de lugar é a melhor saída.

O garçom está com o zíper da calça aberto
Essa é uma situação complicada. O melhor a fazer é chamar o maître e, com leveza e humor, comentar o que está acontecendo, sem fazer tempestade em copo d’água por uma razão tão prosaica. Coloque-se no lugar dele: se você estiver com uma alface grudada no dente, vai gostar de ser avisado sem alarde.

Um item que eu não consumi está aparecendo na conta
Chame o garçom ou o maître e mostre o item que está incluído erroneamente na conta. Mesmo que o restaurante tenha certeza de que o cliente consumiu a quarta ou quinta caipirinha, o correto é retirá-lo da nota. Sem discussão.

Fonte: http://www.midianews.com.br

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O que é Cook Chill e como funciona?

imageCook Chill significa cozer/resfriar e o processo consiste em cozinhar o alimento a uma temperatura de +74oC por mais de 5 minutos e resfriar em equipamentos que baixam a temperatura do produto rapidamente até a temperatura de + 3oC. O processo reduz ao mínimo o risco de contaminação do alimento, pois a passagem pela zona de perigo (+4oC e +60oC) é reduzida a um tempo mínimo.

Os resfriadores funcionam por circulação de água (ideal para produtos com um pós-vida de até 45 dias) ou ar (para alimentos que serão consumidos no prazo de 5 dias).

Os alimentos devem ser regenerados em fornos combinados. Neles é possível a mistura de ar quente e vapor simultaneamente e a umidade contribui para que os alimentos não ressequem.

O processo minimiza os riscos de contaminação, preserva as características nutricionais dos alimentos e não deixa o efeito de pasteurização no sabor e na consistência dos alimentos.

O medo do novo é sempre uma barreira difícil de ser vencida, porém a versatilidade e a racionalização proporcionados pelo Cook Chill fazem com que esse processo conquiste vários segmentos da alimentação fora do lar.

Muitos restaurantes, hotéis e empresas especializadas em servir refeições têm procurado soluções que aliem novas formas e conceitos para otimizar sua produção, minimizar custos e reforçar a segurança sobre os riscos de contaminação.

Para resolver essas questões fundamentais nos negócios da alimentação fora do lar, alguns empresários vêm investindo em tecnologia e novas alternativas para a produção. Nesse quadro, o Cook Chill tem proporcionado bons frutos para aqueles que já adotaram a técnica.

Utilizado largamente nos Estados Unidos e Europa há vários anos, o Cook Chill ainda é pouco frequente no Brasil. Um dos fatores para este retardo em relação aos outros mercados era o alto custo dos equipamentos importados. Hoje a situação é mais propícia e os consumidores já podem contar também com opções de equipamentos nacionais, facilitando o dimensionamento do investimento.

imageOutro fator que dificultou a maior utilização do Cook Chill foi a relutância dos profissionais na utilização do método. “Quebrada a barreira dos custos dos equipamentos, ainda existem alguns obstáculos para a maior difusão do uso do processo – a resistência dos profissionais de cozinha, o medo da tecnologia e o preconceito. A primeira imagem que surge quando se fala em Cook Chill é a de produtos congelados e pasteurizados, o que implica em alteração de sabor, consistência, textura e de valores nutricionais. Ao contrário do que se pensa, as vantagens dentro desse processo são justamente a preservação das características básicas dos alimentos, principalmente do sabor”, explica o engenheiro Dimas de Oliveira, da Núcleo Ora, empresa especializada em projetos de cozinhas profissionais.

O processo pode ser solução para inúmeras situações, não se restringindo apenas ao tipo de demanda ou dimensões das cozinhas. Em restaurantes de hotéis que têm como característica trabalhar com população flutuante, o Cook Chill colabora para equacionar fluxos de saída da produção e dar agilidade ao atendimento. Na organização de eventos também é uma ferramenta eficaz, permitindo o planejamento com a elaboração prévia das refeições, liberando os funcionários para outras tarefas nos momentos de pico. Em universidades abre a possibilidade de elaborar refeições em uma cozinha central e, posteriormente, distribuir para os demais restaurantes no campus.

Isso porque o processo é simples. Ele consiste em cozer (cook) e resfriar (chill) alimentos dentro de rigorosos métodos de controle de temperatura utilizando equipamentos de tecnologia avançada. Com isso é possível produzir refeições para consumo futuro com características, consistência e sabor idênticos aos preparados na hora.

Mudanças na alimentação coletiva

Entre as empresas brasileiras que vem investindo em Cook Chill está a De Nadai, que além de implantar em sua cozinha central uma área destinada ao novo tipo de produção, vem utilizando o processo em alguns clientes com cozinha local.

image“Em 1997, adquirimos as câmaras de resfriamento visando ampliar a segurança na produção de alimentos cozidos e depois resfriados, além de garantir um produto mais saboroso, pois não há perda de vapor, comuns a empresas que prestam serviço de fornecimento de refeições transportadas como nós. Portanto, já dispunhamos dos equipamentos há bastante tempo. Em 2002, fomos procurados pela rede Pão de Açúcar que planejava o lançamento da linha Good Light e Premium e buscava um parceiro no mercado que garantisse qualidade no sabor e consistência dos pratos. Durante 8 meses nos debruçamos sobre este projeto e desenvolvemos 16 produtos congelados que foram prontamente aprovados pela rede de supermercados “, explica Deise Tavares Luppi, Gerente Industrial da empresa.

“Motivados pelos resultados obtidos decidimos implantar o sistema Cook Chill utilizando o know-how adquirido . Testamos receitas e cardápios, depois implantamos o sistema no restaurante que atende nossos funcionários, onde fornecemos 800 refeições/dia e constatamos os benefícios da nova técnica. A partir daí, passamos a disponibilizar o novo produto para o mercado e temos obtido excelente retorno” conclui Deise.

Além da cozinha central da empresa, a De Nadai disponibiliza refeições elaboradas através do Cook Chill ao Hospital Glória, em São Paulo, que é um exemplo de solução em serviço de alimentação, onde são servidas 200 refeições diárias, incluindo alimentos para dietas diferenciadas dos pacientes. “Este cliente tinha como principal limitador a questão do espaço, fato que foi totalmente resolvido com o fornecimento de refeições já preparadas no sistema Cook Chill. Com isso, no local só dispomos de refrigeradores e fornos para restauração dos alimentos, nada é preparado no local” explica Vera Lúcia Pires Serra, Gerente de Operações da empresa.

imageOutro cliente da empresa, o escritório britânico de advocacia Link Laters, que consome 3330refeições/dia também aderiu à nova técnica. Lá, por exemplo, numa área de 16 m2, 5 funcionários são suficientes para finalizar e servir as refeições. “O Cook Chill viabiliza a Cozinha de Acabamento e Montagem, trazendo para a prática os benefícios que essa logística representa no mercado de alimentação coletiva”, destaca Marcos de Oliveira dos Santos, Diretor Comercial da De Nadai.

Para as empresas que recebem os alimentos, entre outras vantagens, está a economia de espaço para a implantação da cozinha, menor custo com energia elétrica retirada de lixo, custos administrativos e melhor circulação na planta do cliente, além de outras despesas decorrentes do uso de uma cozinha tradicional. Com uma pequena área para instalação de um forno, de uma câmara fria para armazenamento e poucos funcionários é possível atender com qualidade os usuários. Dentro desta proposta, o restaurante da nova sede da Serasa, também administrado pela concessionária, adotou o uso “parcial” do Cook Chill, utilizando-o apenas para a preparação do jantar de cerca de 500 refeições /dia.

“As necessidades de nossos clientes estão mudando e temos que estar atentos ao que eles exigem de um Serviço de Alimentação” enfatiza Fabrício Arouca De Nadai, Diretor Geral da empresa, que completa: “o Cook Chill é mais um acessório para atender ao novo tipo de consumidor que vem surgindo. Temos que nos enquadrar na realidade que o mercado apresenta, adquirindo know-how e tecnologia que permitam maior versatilidade e opçòes para os consumidores. O mercado para refeições preparadas através do Cook Chill deverá crescer e o aumento do volume de solicitações irá minimizar os custos com a produção”.

Um mercado em crescimento

José Carlos Dias Reis, Diretor da Engefood, empresa que comercializa equipamentos, não acredita que o valor do investimento seja o maior empecilho para a adoção do Cook Chill no Brasil, atribuindo à falta de conhecimento sobre o processo o principal fator para a resistência. “O know-how para a implantação do sistema ainda está nas mãos de poucos, mas com o passar do tempo os fornecedores de refeições perceberão que existe uma forma diferente de produzir refeições às 8h00 para servir às 11h30 e passarão a produzi-las com até 5 dias de antecedência” afirma Reis.

Atualmente, com R$ 12 mil de investimento é possível resfriar 25 kg por operação e comR$ 60 mil, resfria-se até 120 kg. O retorno vem em menos de um ano, considerando-se a economia de matéria-prima, de mão-de-obra, de energia, além da diminuição do desperdício de alimentos.

Através do sistema é possível atender nichos específicos de mercado, tais como fábricas que diminuem número de funcionários ou empresas que já não querem se prender a horários tradicionais das refeições, ou mesmo desejam mais opções de pratos. A possibilidade de regenerar o alimento à medida que for necessário, sem desperdício, é uma das alternativas preciosas do processo. O usuário quer dispor de mais opções e acompanhar a mudança do perfil desse consumidor exige a utilização de métodos que agreguem versatilidade e rapidez no atendimento.

Assim, a tendência é de expansão do uso do Cook Chill e alguns restaurantes já saíram na frente. O SESC São Paulo é um dos que já utiliza, na sua unidade da Pompéia, processos mistos de produção. Com a variedade de produtos que são oferecidos no local, principalmente nos eventos especiais realizados, a implantação do Cook Chill teve por objetivo otimizar os processos de preparo dos alimentos, tais como arroz, feijão, molhos, carnes assadas, legumes, recheios à base de carnes e refeições mais elaboradas como feijoada e lasanhas, entre outros.

“O Cook Chill tornou-se uma ferramenta que trouxe grandes benefícios, pois viabilizou o atendimento à demanda de um público oscilante, além de assegurar a oferta de um alimento seguro com a manutenção do padrão de qualidade preservado” explica Maria Fernanda Ferro Junqueira, coordenadora da Área de Alimentação.

Outra profissional que optou pelo Cook Chill foi Cynthia Antonaccio, nutricionista e proprietária da Equilibrium Alimento e Nutrição. Contando hoje com cerca de 150 refeições servidas diariamente aos freqüentadores da academia e perspectivas de um aumento substancial no número de refeições no local para breve, a profissional encontrou no Cook Chill uma forma de atender sem perder a qualidade.

“Após a introdução do novo processo pude introduzir novos itens ao cardápio, como peixes e molhos diferentes. Ampliei também a linha de congelados e estamos nos preparando para entrar no mercado de atendimento de eventos” comemora Cynthia.

Como se vê, o Cook Chill tem apresentado resultados positivos em vários casos e tipos de demandas. A experiência positiva destes profissionais que vêm se dedicando a adaptar cardápios ao novo processo e os ganhos daqueles que vêm investindo no Cook Chill são fatores que deverão desmistificar o processo tornando-o bastante atrativo aos olhos de quem deseja investir em qualidade e segurança alimentar.

Fonte: http://www.nutrinews.com.br

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