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Veja a lista completa dos restaurantes que serão categorizados pela ANVISA em todo o Brasil

A proposta de categorização dos serviços de alimentação no Brasil é uma iniciativa pioneira, baseada em experiências bem-sucedidas em várias cidades do mundo, como Nova Iorque e Londres, e em países como Nova Zelândia e Dinamarca.

21022014

O objetivo da categorização é melhorar o perfil sanitário dos estabelecimentos de alimentação, com a conscientização do cidadão e da responsabilização do setor regulado pela garantia do cumprimento de regras, padrões e protocolos validados pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).

Veja no link a seguir a lista completa dos restaurantes que serão categorizados em todo o Brasil

Tabela de Restaurantes categorizados (Clique aqui)

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Anvisa quer criar classificação para bares em cidades-sede da Copa

Anvisa promete iniciar a implantação desse novo sistema no mês de abril. No DF, a Vigilância Sanitária irá colocar selos de qualidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer criar uma classificação para bares e restaurantes nas cidades que terão jogos da Copa do Mundo. A Anvisa promete começar a implantação desse novo sistema em abril.
Cozinhas de restaurantes de todo o Brasil têm que cumprir quase 200 regras para garantir a qualidade do alimento. Uma das mais importantes é evitar a chamada “contaminação cruzada”.
“Bancadas devem ser exclusivas para determinados tipos de alimentos. Se você pega uma bancada e faz um processamento de vegetais e depois você faz um processamento de carne, você pode ter uma contaminação cruzada”, explica Manoel Silva Neto, diretor da Vigilância Sanitária do Distrito Federal.


Controlar a temperatura dos alimentos é fundamental – produto quente acima de 60 graus e produto frio abaixo de 8 graus. “Senão corre-se o risco de ter uma multiplicação de micro-organismos que colocam em risco a saúde do consumidor”, orienta o diretor.
No Distrito Federal, a Vigilância Sanitária promete mais rigor na aplicação de 45 regras para começar a classificar os restaurantes e colocar selos de qualidade em local visível.
A intenção é classificar 200 restaurantes para a Copa das Confederações em junho. O projeto da Anvisa é mais amplo: quer preparar bares e restaurantes de todas as cidades-sede da Copa do Mundo.
Vários países já fazem essa classificação. “Os países que já adotam percebem que houve mudança, uma melhora na qualidade higiênico sanitário nos estabelecimentos e, com isso, tiveram a diminuição nos surtos”, fala a gerente-geral de alimentos da Anvisa, Denise Resende.
Nova York
Em Nova York, a cada ano são inspecionados 24 mil restaurantes. Os agentes avaliam a limpeza do local, dos talheres, a temperatura da geladeira, a manipulação da comida, a higiene dos funcionários. Depois dessa avaliação, o lugar recebe uma nota, que deve ficar bem exposta.
Com nota B e C, o local ainda consegue permanecer aberto. Nota D é obrigado a fechar. A maioria tem nota A, pois o estabelecimento que recebe B ou C pede para ser reclassificado.
Fonte: G1

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Delivery de lanchonete investe em entregadores personalizados

Ideia mostra como é possível inovar em um dos segmentos mais competitivos do mercado brasileiro.

Única filial da tradicional rede P.J. Clarke´s fora dos Estados Unidos, a lanchonete sediada em São Paulo resolveu inovar. E fez isso em uma das etapas mais delicadas de qualquer restaurante: o delivery. Ao contrário de muitos concorrentes, a empresa contratou entregadores que apresentam-se bem vestidos – camisa, gravata e até colete – e que fazem as entregas em simpáticas lambretas.
Não é a única novidade. Os pedidos, que antes só podiam ser feitos pelo telefone, agora podem ser solicitados pela internet – graças a uma parceria com os sites especializados Restaurante Web e Ifood.
A área de entrega do restaurante contempla os Jardins, Itaim, Moema, Vila Olímpia e Morumbi.

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Inovar parece ser a única saída para quem pretende diferenciar-se no setor de alimentação. Um caso que chamou atenção recentemente foi o do Disque Gelada, serviço de entrega de bebidas e petiscos em domicílio. 
A ideia surgiu da necessidade dos próprios sócios durante uma noite de pôquer. “A cerveja acabou na madrugada e ninguém podia sair para comprar por causa de Lei Seca. Foi então que pensamos como seria legal ter algum serviço que entregasse a bebida para a gente”, conta Adriano Lima, de 33 anos, que fundou a empresa junto com a esposa, Denise Galvão Lima, 34, e o amigo Felipe Cabral, 21. 
Após estudar o mercado e descobrir que já existiam serviços semelhantes, os empreendedores decidiram criar um diferencial competitivo para o negócio. Fã de histórias em quadrinhos, Adriano logo imaginou um super-herói chegando a uma festa para salvar a noite. A ideia ganhou força quando ele e a esposa lembraram de um serviço de delivery de pizza que haviam experimentado nos Estados Unidos no qual a entrega era realizada por uma pessoa fantasiada de italiano. Nascia, assim, o conceito de vestir os entregadores como super-heróis. Ou melhor, ‘Breja boy’ e ‘Breja girl’, como o empreendedor faz questão de salientar.

Fonte: Estadão

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Conheça 5 cuidados na hora de abrir um restaurante

No setor de alimentação o empresário deve planejar, ser profissional e estar atento aos custos de operação.

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Com os brasileiros comendo cada vez mais fora do lar, abrir um restaurante, bar ou lanchonete pode ser um negócio lucrativo. Porém, ao contrário do que aparenta, este é um segmento complexo e demanda muito esforço do empreendedor.
O UOL conversou com especialistas e consultores na área e listou cinco cuidados essenciais para quem pretende abrir um negócio no ramo de alimentação. Para o consultor de marketing do Sebrae-SP, serviço de apoio à micro e pequena empresa, Marcelo Sinelli, apenas cozinhar bem não é garantia de que o negócio será bem-sucedido.
No setor de alimentação, segundo o consultor, o empresário deve planejar, ser profissional e estar atento aos custos de operação. “Uma coisa é fazer um bolo de fubá gostoso, outra é administrar uma doceria. São coisas completamente diferentes”, diz.

Veja os cuidados para abrir restaurantes
Talento na cozinha não é o bastante

Cozinhar bem não é garantia de que o negócio será bem-sucedido. O sucesso depende de um conjunto de fatores, como um bom cardápio, atendimento, conforto e preço justo. Fazer um plano de negócios é essencial para reduzir riscos.

O empreendedor também deve ter em mente que, como este é um tipo de negócio que lida com atendimento ao público, é importante investir no treinamento e qualificação dos funcionários.

Investimento deve ser proporcional ao faturamento

O valor máximo de investimento deve ser calculado com base no faturamento previsto. Segundo o diretor da Food Service Company, Adri Vicente Junior, o lucro líquido não pode ser menor do que 4% do investimento no negócio.

Por exemplo, um restaurante que fatura R$ 100 mil por mês tem lucro líquido, em média, de R$ 20 mil (20% do faturamento bruto). Nesse caso, o investimento não pode ultrapassar R$ 500 mil, pois o lucro (R$ 20 mil) representa 4% do que será investido (R$ 500 mil).

Inovações no cardápio são diferenciais

O consultor do Sebrae-SP diz que o mercado de alimentação é concorrido, mas não significa que não haja oportunidades. O setor vive de novidades e pegar carona nas tendências para inovar no cardápio pode ser uma forma de se diferenciar.
“Não tem modelo certo, tem modelo em que a implantação foi correta. O mais importante é definir a estratégia que [o restaurante] vai utilizar e ser coerente a ela e ao público-alvo.”
A mortalidade de empresas é alta no ramo. De acordo com dados da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), de cada cem estabelecimentos abertos no setor, 35 fecham as portas no primeiro ano de atividade e metade deles até o fim segundo ano.

Aproveite regiões com grande fluxo de pessoas

Avalie os atrativos da região onde pretende instalar o negócio. Universidades, bancos, grandes empresas e lojas de varejo costumam atrair um fluxo grande de pessoas e potenciais clientes. Aproveitar o tráfego já existente é mais fácil e barato do que criá-lo com divulgação e propaganda.
Por isso, áreas consagradas pela grande concentração de estabelecimentos gastronômicos costumam ser melhor opção. A visibilidade é maior e o investimento em publicidade é menor do que em regiões menos conhecidas.

A desvantagem, porém, é que o público poderá fazer uma comparação com a concorrência e, se o serviço não agradar, o negócio não sobrevive por muito tempo.

Restaurantes por quilo e a la carte têm públicos diferentes

Restaurantes que vendem comida por quilo são mais indicados para regiões comercias e de grande fluxo de pessoas. No período de almoço, os trabalhadores destas regiões precisam de opções rápidas e diversificadas para se alimentar.

O horário de funcionamento pode ser estendido para o jantar, mas, neste caso, são públicos diferentes. Quem vai à noite tem mais tempo para pedir um aperitivo ou sobremesa e saborear a refeição.
Já os restaurantes a la carte, normalmente, têm pico de movimento no jantar, mas também podem funcionar durante o período de almoço. O público tende a exigir um pouco mais de qualidade – tanto no sabor como no atendimento – e costuma gastar mais tempo para fazer a refeição.
Nos dois casos, é importante que o empreendedor sempre deixe claro os valores cobrados pelas refeições. Caso seja um restaurante self-service, a preocupação deve ser com placas indicativas com o nome de cada opção disponível. No caso dos que servem à la carte, é importante que no cardápio constem detalhes de cada prato. O cliente não tem obrigação de reconhecer ou deduzir o que está sendo servido.

Fique atento às autorizações para funcionamento

Na escolha do ponto comercial, é importante checar na prefeitura se o zoneamento do município permite o funcionamento do negócio naquela região. Em algumas áreas residenciais não é permitida a atividade comercial.
Estabelecimentos do ramo de alimentação precisam de autorização de funcionamento por parte do Corpo de Bombeiros. Por conta do fluxo de pessoas, a exigência visa garantir a segurança dos clientes em caso de acidente. Botijões de gás devem ficar do lado de fora e extintores de incêndio devem ficar em locais estratégicos
Outra autorização específica para a área de alimentação é emitida pela Vigilância Sanitária. O empreendedor deve se preocupar com normas de higiene, como a manipulação, estocagem e temperatura correta para aquecimento ou resfriamento dos alimentos, colocar azulejos nas paredes da cozinha até o teto, instalar telas nas janelas para evitar a entrada de insetos, entre outras exigências.

Escolha do ponto comercial tem impacto no sucesso

Sinelli declara que 60% do sucesso de um negócio depende da escolha certa do ponto comercial. Locais com grande fluxo de pessoas ou a presença de concorrentes nas proximidades trazem mais visibilidade e um número maior de potenciais clientes. Áreas menos conhecidas demandam esforço maior de divulgação.
“O empreendedor deve analisar os atrativos do ponto. Faculdades, empresas grandes e bancos, normalmente, atraem um tráfego maior de pessoas. Uma rua com vários restaurantes já tem fluxo de pessoas e elas não vão comer todos os dias no mesmo lugar”, afirma.

Ponto comercial influencia modelo de serviço

Para Adri Vicente Junior, diretor da Food Service Company, consultoria em negócios na área gastronômica, o ponto comercial pode indicar se é melhor trabalhar com comida por quilo ou a la carte.
De acordo com Vicente Junior, restaurantes por quilo têm mais chances de sobreviver em regiões comerciais, populares e de grande fluxo de pessoas. Já os estabelecimentos a la carte podem explorar áreas mais nobres.
O horário de funcionamento deve levar em conta o público do estabelecimento. “Durante o almoço, o cliente precisa de comida rápida e saudável para voltar ao trabalho. No jantar, ele está indo comer como um evento e saborear a refeição”, afirma.

Estabelecimento tem de respeitar normas de higiene e segurança

Documentos e autorizações necessárias para o início das atividades merecem atenção especial do empreendedor. Além de CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e alvará de funcionamento, estabelecimentos do ramo de alimentação precisam passar por fiscalizações da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros.
Normas de higiene e segurança – como a manipulação, estocagem e temperatura correta para aquecimento ou resfriamento dos alimentos, colocação de azulejos nas paredes da cozinha até o teto, botijões de gás do lado de fora e extintores de incêndio em locais estratégicos – precisam ser respeitadas.
O descumprimento destas exigências gera punições. “O estabelecimento pode pagar multa, ser intimado a fazer melhorias ou até ser interditado para regularização [das normas], dependendo da gravidade”, afirma Percival Mericato, diretor jurídico da Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo).

Fonte: UOL

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Pesquisa mostra ranking de regiões para se investir em restaurantes

O tradicional arroz e feijão está sendo trocado por pratos sofisticados, ou até mesmo pelo o Fast Food, e quem ganha com isso é o setor gastronômico. Uma pesquisa realizada recentemente pela Central Mailing List, empresa especialista em fornecer banco de dados, revela que o Brasil possui 222.358 empresas no ramo alimentício.

2008

Para todos aqueles que buscam praticidade na hora de comer fora de casa, a pesquisa da Central Mailing List revelou que só no ano de 2011 foram abertos 18.399 restaurantes no país. O dado mais interesse é que o Amapá foi o estado que mais inaugurou empresas, 130, ao todo. Já os paulistas são os que mais possuem opções gastronômicas, registrando 55.459 estabelecimentos.

As regiões Norte e Nordeste são as que mais crescem no segmento, se comparadas ao ano de 2011. O estado do Amapá foi o campeão, lá o crescimento foi de 21,35%. Em seguida, vem Pará (17,40%), Piauí (16,55%), Acre (16,19%), Paraíba (15,29%) e Roraima (15,22%). São Paulo está abaixo dos 10% na taxa de crescimento, ficando no 24º lugar (7,68%).

A baixa na pesquisa é referente a grande quantidade de restaurantes e lanchonetes que São Paulo possui, e por este motivo, fica cada vez mais difícil encontrar um ponto disponível, segundo dados da pesquisa. Um exemplo deste cenário acontece com o proprietário do restaurante japonês Wakai Sushi, Luiz Flores.

Há mais de um ano, ele busca um local que não seja próximo Av. Paulista, região onde já possui a sede do restaurante, para abrir outra unidade, e expandir seu negócio. "Pelo menos duas vezes por semana saio à procura de um ponto estratégico na cidade, para abrir uma filial do restaurante, e vejo que está cada vez mais difícil encontrar bons locais, graças à escassez de pontos comerciais", relata o proprietário.

Além disso, este segmento é um dos que mais emprega no Brasil, independente da ocupação, a pesquisa também mostrou que, em média, 876.346 brasileiros trabalham no ramo da alimentação com registro em carteira. Só no estado de São Paulo, a taxa correspondente é de 27,63% funcionários atuando neste segmento.

Rio de Janeiro e Minas Gerais também estão no ranking das contratações. "Sair para comer fora não é mais um programa para o fim de semana, ou para comemorar datas especiais, a grande mudança no dia a dia da população contribui significativamente para esta mudança na rotina de cada brasileiro", revela Marcos Rodrigues, diretor da Central Mailing List.

Fonte: Agência IN

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Conheça quatro histórias que provam: ainda é possível ter sucesso com um restaurante

Selecionamos casos que mostram na prática o que é preciso para ter sucesso com um restaurante

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Casos práticos ajudam o empresário a entender o que é preciso fazer para conquistar relevância com seu empreendimento. Pensando nisso, o Estadão PME resolver reunir em uma mesma matéria quatro casos de restaurantes, e de empresários que lidam o setor de alimentação, que estão obtendo sucesso no mundo dos negócios.

Há o caso conhecido do restaurante Mocotó, mas também o caso da tradicional Esfiha Juventus e até de um disque-comida que está fazendo barulho em São Paulo. Confira as histórias e inspire-se!
Caso 1: Mocotó
O restaurante Mocotó, responsável por colocar o bairro paulistano da Vila Medeiros no mapa da gastronomia brasileira, prova que uma empresa familiar pode melhorar – em vez de desandar – quando chega à segunda geração. A casa, aberta pelo pernambucano José Oliveira de Almeida em 1973, ganhou apuro técnico na cozinha e gestão profissional em 2005, quando Rodrigo Oliveira passou a dividir com o pai a condução do negócio.

Não seria justo com seu José dizer que o Mocotó só virou um sucesso depois de Rodrigo. Nada disso. Quando era menor, o Mocotó já vivia com as mesas ocupadas e a reputação da cozinha sempre foi boa na região.
Mas no momento em que Rodrigo se graduou em gastronomia, mudou as receitas e reorganizou o restaurante, o Mocotó atingiu outro patamar: ganhou respeito no sofisticado mundo gastronômico, chamou a atenção da imprensa e atraiu um público amplo. Decolou.

Hoje, o local atende cerca de 20 mil consumidores por mês. Como o tíquete médio é de R$ 35, estima-se que o faturamento mensal do restaurante chegue a R$ 700 mil. A clientela, antes formada apenas por moradores da região, agora engloba também políticos, artistas, jogadores de futebol e outras celebridades. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos novos frequentadores. “Mas quando ele veio aqui teve de encarar a fila de espera como todo mundo”, garante seu José.

Ser um lugar simples e democrático é uma das características que o Mocotó carrega desde o início – e que Rodrigo, sabiamente, manteve. Por isso, mesmo depois de melhorar a qualidade dos ingredientes, o Mocotó continuou a praticar preços acessíveis a todos. Com R$ 15 é possível fazer uma refeição completa no local – o ganho da empresa vem da escala.

O DNA da cozinha foi preservado, mas os sabores nordestinos funcionaram como ponto de partida para que Rodrigo criasse suas receitas. Com pesquisa, talento e técnica, ele mudou parte do cardápio. Mas teve de submeter cada novo prato ao crivo do pai. “Ele é formado em gastronomia, mas eu sou formado em ‘mocotologia’. Eu sei bem do que os clientes gostam”, ironiza seu José.

Gestão
Além da cozinha, Rodrigo melhorou também a gestão do Mocotó. Para o chef, o principal erro já cometido pelo restaurante foi permitir que os funcionários cumprissem uma jornada árdua. “Eu e meu pai sempre achamos normal trabalhar 14, 16 horas. Nós fazemos isso, então, as pessoas que trabalham aqui também faziam”, diz. “Mas é uma situação que não se sustenta”, conclui o empresário.

Além de registrar todos os 54 funcionários e respeitar o expediente, Rodrigo aprimorou os cuidados que o pai já dispensava à equipe. Manteve o hábito de só contratar conhecidos (deles e dos funcionários) e de fazer todos começarem pelos cargos mais baixos. Mas passou a oferecer treinamento, melhorou a remuneração fixa e instituiu a divisão igualitária dos 10% pagos pelos clientes.
Seu José e Rodrigo nem sempre – ou quase nunca – concordam sobre os rumos do negócio. “Eu sou estourado e o Rodrigo é cabeça dura”, define o pai. Rodrigo avisa que pretende abrir, em breve, um novo restaurante na região. Mas seu José não gosta da ideia. “Eu e meu pai sempre discutimos”, admite o filho. “Mas quando vamos embora do restaurante eu falo ‘bênção, pai’, e ele me dá um beijo e a bênção.”
Caso 2: Espaço Árabe
A maior rede de restaurantes de comida árabe do mundo é brasileira – trata-se do Habib’s, com mais de 350 lojas no País.A presença de um gigante no mercado nacional, entretanto, não impediu que um pequeno restaurante paulistano, especializado na mesma culinária, traçasse um plano ambicioso: abrir 100 lojas até 2014, também pelo sistema de franquias.

Para atingir a meta, o Espaço Árabe adotou uma estratégia de crescimento que segue em direção oposta à famosa rede franqueadora. “Eu não quero brigar com o Habib’s”, enfatiza Maurício Salla, diretor da marca.

A proposta do Espaço Árabe, segundo o executivo, é preencher uma lacuna de mercado. “Percebemos que não havia redes de culinária árabe em praças de alimentação de shoppings center e enxergamos aí uma oportunidade”, conta Salla. “Além disso, nosso foco são as classes A e B. Portanto, nem sequer considero o Habib’s como concorrente.”
O restaurante Espaço Árabe foi fundado em 2003, na Rua Oscar Freire, em São Paulo. Era um negócio familiar, chefiado pelo imigrante sírio-libanês Elias Sabag. Mas em 2009, já consolidada no mercado gastronômico paulistano, a marca chamou a atenção do fundo de investimentos Endurance Capital Partners, que procurava oportunidades no ramo de alimentação.

O fundo adquiriu 70% da empresa e, de lá para cá, já investiu R$ 7 milhões na formatação da rede de franquias e abertura de novas lojas. Hoje, o negócio conta com 12 unidades próprias e três franqueadas.
O restaurante da Oscar Freire foi mantido como uma espécie de loja-conceito da marca. Lá, os pratos são servidos à la carte e o cardápio tem uma variedade maior. O modelo, entretanto, não foi replicado nas franquias, que pedem sistemas mais compactos, de baixo investimento.

Formatos distintos
“Para ocupar o mercado de forma rápida e evitar que a concorrência se estabeleça, a melhor estratégia é criar diversos formatos de franquia”, aconselha Claudia Bittencourt, especialista no mercado de franchising. “Dessa forma, a rede consegue oferecer mais opções de investimento para o candidato a franqueado e também atende o cliente em diferentes momentos do consumo.”

Foi isso que o Espaço Árabe fez. Além de lojas em praças de alimentação, o candidato a franqueado também tem a opção de abrir um quiosque ou mesmo uma loja de rua (este modelo ainda está em fase de teste). O investimento mínimo é de R$ 185 mil para o quiosque, que tem entre 9 e 16 metros. E a rentabilidade de todas as operações, segundo a empresa, varia entre 18% e 22%.

O cardápio nas franquias mantém alguns dos pratos oferecidos no restaurante da Oscar Freire, porém, em porções menores. Isso explica porque o ticket médio varia entre R$ 9 e R$ 16 nessas unidades, menos da metade do gasto que os clientes costumam ter no restaurante.

Outra mudança está no preparo dos alimentos. A rede mantém hoje uma cozinha central que atende às unidades com os pratos congelados. Nas lojas, o produto é aquecido e fica pronto em até três minutos.
O diretor do Espaço Árabe, Maurício Salla, acredita que os clientes que frequentavam o restaurante da Oscar Freire não devem estranhar as novidades apresentadas da marca. “São momentos de consumo distintos, o cliente sabe fazer esta diferenciação.”

Planejamento
A única preocupação da rede atualmente é acelerar o crescimento. “Precisamos conquistar espaço nos principais shoppings do Brasil para criar uma barreira de entrada para concorrentes diretos”, afirma Salla. Em 2012, a meta é abrir 40 lojas. As regiões Sudeste e Nordeste são os principais focos da empresa. “A demanda também parte dos shoppings, que querem uma rede árabe em suas praças de alimentação.
E os resultados que o Espaço Árabe conquistou até agora já fizeram o fundo de investimento Endurance Capital Partners perceber que encontrou um nicho de mercado promissor. Por isso, Salla admite que pode criar uma outra rede de comida árabe no futuro, desta vez voltada para consumidores da classe C – o que obrigaria a empresa a, enfim, enfrentar o Habib’s.
Caso 3: Disk Cook
Dono da Disk Cook, uma central telefônica que gerencia pedidos de entregas de refeições em domicílio para restaurantes de alto padrão, o empresário Patrick Sigrist percebeu que seu modelo de negócio poderia funcionar melhor caso o telefone fosse substituído pela internet. Por isso criou, em maio de 2011, o iFood: um site que nasceu com a ambição de se tornar uma grande praça de alimentação online.

Os resultados do iFood mostram que o empresário pode mesmo estar certo ao dizer que “a internet é o futuro do delivery”. Com apenas seis meses de vida, o site reúne o cardápio de 650 restaurantes e já contabiliza mais de 16 mil pedidos realizados pela web – em funcionamento desde 2000, o Disk Cook atende apenas 105 estabelecimentos.
“O iFood pode atender empresas de todos os portes, até a pizzaria da esquina, porque os custos de operação são mais baixos”, justifica Guilherme Bonifácio, um dos sócios de Sigrist na operação. Por isso, nos próximos cinco anos, a empresa tem como meta cadastrar em sua página aproximadamente sete mil estabelecimentos.

Tanto o Disk Cook como o iFood apenas registram os pedidos dos clientes e repassam aos restaurantes, que se responsabilizam pela entrega. Pelo serviço, as empresas pagam ao Disk Cook o equivalente a 27% do valor de cada pedido e mais uma assinatura mensal de R$ 370. Já no iFood, o valor cai para R$ 79 e a taxa fica em 10%.

Para que o delivery fosse bem sucedido na web, o iFood demandou uma inovação tecnológica. Depois que o consumidor escolhe um item do cardápio e fecha a conta pelo site, a descrição do pedido sai em um tíquete impresso no restaurante por uma máquina semelhante às usadas nas operações de cartão de crédito. “Assim não ficamos refém das conexões de internet dos restaurantes, que caem constantemente”, explica Sigrist.

confiabilidade do sistema ajudou a empresa a conseguir um aporte de R$ 3,1 milhões do fundo de venture capital Warehouse. Também permitiu que o iFood disputasse clientes com um concorrente de peso: o RestauranteWeb, empresa do mesmo ramo que recentemente anunciou fusão com o grupo europeu Just-Eat e receberá R$ 25 milhões em cinco anos.

“A compra de refeições pela internet é algo novo no Brasil e ainda há um mercado enorme a ser explorado”, enfatiza Sigrist. Por isso, o empresário acredita que a concorrência só tende a aumentar. Mas ele aposta na experiência que tem do mercado de delivery para vencer essa disputa.

Gerenciar informações dos clientes foi um dos principais aprendizados de Sigrist na Disk Cook e que ele agora transporta para o iFood. A empresa monitora as preferências de cada consumidor – o apresentador Serginho Groisman, por exemplo, só pede guaraná sem gelo – e usa os dados para direcionar promoções, oferecer atendimento personalizado e aumentar vendas.

Mas Sigrist e seus sócios agora aprendem que vender pela internet tem algumas peculiaridades. Uma delas é a manifestação dos clientes insatisfeitos nas redes sociais. “Quando o pedido não chega na hora, eles reclamam pelo Twitter ou Facebook”, conta.

“O consumidor online sempre usa a internet para fazer ecoar a sua insatisfação”, observa Alexandre Marquesi, professor de marketing digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “Por isso, é preciso preparar a empresa para receber esse tipo de manifestação, com uma equipe que conheça bem a dinâmica da internet.”
Caso 4: Esfiha Juventus

Esfiha Juventus tem história (foi fundada em 1967), fama (seu quitute árabe atrai consumidores de toda a cidade) e tradição (trata-se de uma empresa familiar localizada no paulistaníssimo bairro da Mooca, na Zona Leste da capital).

Mas o negócio sofre justamente por ter tudo isso a seu favor. Os atributos que fizeram o sucesso do estabelecimento são os mesmos que atualmente dificultam sua expansão.“Cada mudança aqui é uma batalha”, afirma Celso Abrahão, um dos donos do restaurante. “Como a empresa vem dando certo durante todos esses anos, há muita resistência para fazer qualquer alteração.”
Tamer Abrahão, fundador e a alma do negócio durante décadas, faleceu em 1998. Sua mulher, Wanda, e o filho Alexandre então assumiram a gestão. Só dez anos depois é que Celso, também filho de Tamer, decidiu abandonar a carreira de engenheiro mecânico para se dedicar integralmente à empresa.

Ao chegar, deparou-se com um cenário complicado. Os funcionários nem sequer usavam uniforme. E os clientes só podiam pagar a conta com dinheiro ou cheque – nenhum cartão era aceito. Também não havia sistema de delivery. Ou seja: “as filas na porta eram intermináveis”, relembra Celso. O engenheiro, então, iniciou o processo de profissionalização da empresa.

O primeiro passo foi reformar o salão em que os clientes são recebidos e comprar palmtops para que os garçons realizassem os pedidos de forma eletrônica à cozinha, o que agilizaria o atendimento. “Os funcionários falavam que não daria certo, que eles não iriam conseguir usar o equipamento”, conta o empreendedor.

Os palmtops ficaram abandonados por três meses até que os próprios empregados, agora uniformizados, finalmente decidissem usá-los no atendimento das mesas. “Foi necessário mostrar resultados para que o comportamento de todos mudasse”, afirma.

Celso também criou o serviço de entregas e instalou máquinas que permitem ao restaurante aceitar cartões de crédito e débito. Além disso, o empresário passou a treinar os funcionários e a fazer propaganda da Esfiha Juventus em emissoras de rádio e revistas. O resultado apareceu: o faturamento triplicou em três anos. “Mudamos com cuidado para não assustar clientes e funcionários”, relata.

Celso Abrahão também passou a adotar uma tática bastante simples, mas até então praticamente ignorada pela Esfiha Juventus: ouvir a opinião dos clientes. As sugestões motivaram alterações na casa. E hoje, quando o restaurante pensa em criar um novo recheio para a esfiha, por exemplo, os consumidores são consultados e a mudança só ocorre se contar com a aprovação deles.

A gestão profissional do negócio passa, ainda, pelo monitoramento dos rumos da economia, algo fundamental para o sucesso – ou fracasso – de qualquer negócio. “É possível diminuir os efeitos de uma crise se o empresário se antecipar”, afirma o empreendedor.

Futuro
Hoje, com a casa em ordem, o engenheiro já tem novos planos para a Esfiha Juventus. Celso acaba de conseguir patentear a marca e agora prepara-se para expandir o negócio – possivelmente pelo sistema de franquias. “Primeiro tenho que montar uma equipe que dê suporte a essa expansão”, afirma o empreendedor. “Mas vamos crescer com calma para não perder a qualidade.”

O empresário tem também a ideia de montar um ônibus para levar a Esfiha Juventus a shows e outros tipos de evento de grande porte. “É uma forma de divulgar a marca e crescer sem tanto investimento”, justifica o empreendedor. “Nós não podemos abandonar a nossa tradição, mas também não dá para ficar parado.”

Fonte: Estadão PME – 03/05/2012

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É dono de bar ou restaurante? Veja dicas para proteger seu negócio

A onda de assalto e arrastões em bares e restaurantes na capital paulista tem amedrontado os consumidores e os empresários do setor. O governo de São Paulo anunciou um programa para evitar este tipo de crime, mas é importante que o próprio estabelecimento adote algumas medidas de prevenção.

“Sabemos que é impossível impedir uma ocorrência criminosa em sua totalidade, mas se houver um planejamento com o emprego de recursos preventivos, as chances diminuem, pois os criminosos sempre vão optar pelos locais mais fáceis”, explica o presidente do Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo), José Adir Loiola.
Dicas

Pensando nisso, o especialista apontou algumas dicas que podem ajudar os empresários: Confira abaixo:

1.Convém reunir os demais estabelecimentos da mesma rua, para elaborar uma estratégia comum e integrar a segurança em um plano mútuo;
2. É importante propiciar comunicação entre manobristas e os agentes de segurança das proximidades, por rádio ou contato visual;
3. Forneça controles remotos, com “botão de pânico” aos seguranças e manobristas. Uma vez apertado, eles podem sinalizar do lado externo algo anormal do lado interno ou comunicar essa anormalidade diretamente às empresas de segurança ou à polícia. Em alguns casos, quando convém, preservada a integridade dos clientes, possibilitam o fechamento de portas, disparo de alarmes, acendimento de luzes e etc.;
4. Treine seus seguranças e mesmo os manobristas para essa finalidade e sobre o que podem fazer em caso de emergência;
Se suspeitar que alguém internamente esteja agindo em parceria com o bandido ou se comunicando, como passando informações, avise sigilosamente a polícia;
5. Disponha de câmaras de monitoramento externamente e se possível, respeitada a intimidade dos clientes, internamente.
6.Delinquentes também se passam por funcionários uniformizados de empresa de serviço público ou particular. Seja cauteloso e peça sempre a identificação;
7.Avalie os antecedentes dos funcionários que contratar;
8. Se invadido o estabelecimento, mantenha a calma, peça calma aos funcionários, clientes e se for o caso, mesmo aos delinquentes. Movimente-se devagar e discretamente, com voz baixa e não olhe diretamente para o assaltante. Responda somente o que lhe for perguntado, evite negar o que lhe for pedido e não tente fugir ou reagir, em especial se tiver clientes e empregados próximos;
9. Ensine os empregados a agir da mesma forma, faça um bate papo a cada três meses, lembrando o que se deve fazer nas diversas possibilidades com que pode ocorrer um ataque externo;
10. Comunique a polícia imediatamente após a saída dos bandidos, procure anotar a placa e o tipo do carro usado, forneça à polícia o maior número de informações possíveis;
11. Coloque luzes externas fortes e focadas para a porta de entrada;
12. Tenha sempre em mãos, e em vários lugares, telefones úteis como da polícia militar e civil, bombeiro, pronto socorro e forneça o endereço da delegacia mais próxima aos clientes para que façam o boletim de ocorrência;
13. Não coloque o caixa do restaurante próximo da porta e não acumule dinheiro no caixa ou escritório;
14. Nunca deixe veículos com chave no contato nas proximidades da porta ou rota de fuga dos meliantes;
15. Se optar por contratar um serviço especializado em segurança, busque empresas idôneas, aprovadas pela polícia federal, que em geral são associadas ao sindicato do setor;
16. Observe e ensine funcionários a reconhecer movimentos suspeitos na rua. Na dúvida avise a polícia.

Fonte: Infomoney

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Falta de higiene fecha 607 restaurantes em São Paulo

imageAlimentos mal armazenados ou sem refrigeração, além de moscas e baratas, causaram interdições

Flagrados por apresentarem condições precárias de higiene, 607 restaurantes, lanchonetes e mercados, entre outros estabelecimentos, foram interditados pela Vigilância Sanitária da cidade de São Paulo no ano passado. O número é 20% maior do que em 2010, quando ocorreram 505 fechamentos temporários. Os agentes sanitários chegaram a esses locais após denúncias da população e inspeções de rotina.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as interdições ocorrem quando são identificados problemas como alimentos com a validade vencida ou estocados em locais sem ventilação ou refrigeração adequada ou ainda infestados de insetos, principalmente baratas e moscas.

A multa ao estabelecimento vai de R$ 100 a R$ 50 mil, dependendo da infração. Em casos de interdição, a reabertura só é permitida após a situação ser regularizada. A SMS não soube informar o motivo do aumento, mas afirma que um local pode ter sido alvo de mais de uma blitz.

A Vigilância Sanitária atua, muitas vezes, em conjunto com o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que prende em flagrante quem estiver vendendo comida estragada e sem origem de fabricação. No último dia 7, mesmo sem apresentar falhas de limpeza, o restaurante Ritz, na Alameda Franca, Jardins, foi acusado pelo DPPC de armazenar comida com prazo de validade vencido. Foram recolhidos 280 quilos de peças como queijos, pancettas e leite de cabra impróprios para consumo. Um gerente foi preso. Procurada pelo JT, a assessoria do restaurante não respondeu.

A professora Avany Bon, coordenadora da Faculdade de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi, alerta que alimentos vencidos ou armazenados de forma imprópria podem provocar infecção e intoxicação alimentar, causando diarreia e vômito. Em casos graves, podem levar à morte por desidratação. “Um alimento vencido ou que foi malconservado pode conter um número maior de micro-organismos, bactérias, vírus, ou fungos, que podem causar um distúrbio gastrointestinal.”

O delegado Marcelo Jacobucci, titular da 1ª Delegacia de Saúde Pública do DPPC, diz que o que mais se apreende são queijos estragados. E, segundo ele, foi detectado que quem mais guarda comida estragada são mercados, padarias e restaurantes. “Só no ano passado foram 110 toneladas de comidas assim”, lembra Jacobucci.

Fonte: O Estado de São Paulo – 10/02/2012

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Restaurantes inovam e oferecem até condução aos clientes em Manaus

Novo serviço começa a ser adotado em Manaus para fidelizar e aumentar clientela

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Restaurantes de Manaus começam a investir em um novo serviço que oferece comodidade e economia aos clientes, o traslado. Tendo principalmente executivos como público-alvo, o sistema garante transportar o consumidor em qualquer lugar da cidade para o restaurante e deixar no local de origem sem custo extra.

Aumentar o fluxo de clientes foi o que motivou a adesão do traslado pelo restaurante Naia, localizado nas dependências do hotel Holiday Inn Manaus.

“A ideia era melhorar o ponto de venda e desmistificar o paradigma, identificado por uma pesquisa, de que restaurante de hotel pode ser frequentado somente por hóspedes”, explicou o diretor de vendas e Marketing, David Pressler.

A promoção consiste na redução do preço do buffet executivo do almoço de R$ 45 para R$ 29 e na oferta de traslado em uma van das 11h às 14h30 de segunda a sexta-feira, transportando de uma a 13 pessoas, sem restrição. “Os sinais são de que vamos manter a promoção por tempo indeterminado, apesar de já conseguirmos obter o nosso objetivo”, disse. Segundo o diretor, funcionários das empresas do Distrito Industrial têm sido os principais usuários do serviço. 

De acordo com Pressler, essa é a primeira iniciativa de um restaurante de um hotel no Brasil. “Hotéis da rede oferecem traslado para aeroporto, metrô e shoppings, além disso, principalmente, grandes churrascarias de São Paulo e Rio de Janeiro já oferecem esse sistema”, afirmou. Para divulgar o serviço gratuito disponível há pouco mais de um mês, o Naia tem apostado em mídias (outdoor, rádio e TV) e redes sociais (Twitter e Facebook).

Serviço vai ganhar novas vans

No restaurante Picanha Mania, o sistema que oferece transporte gratuito tem dado certo com o aumento da frota de veículos para o traslado.

“Há quase um ano iniciamos com uma van, hoje já são três e se continuar do jeito que está vamos ampliar com mais uma ou duas, porque tem semana que três carros é pouco”, afirmou o gerente geral da rede, Ivan Souza, que não deu detalhes sobre o número de clientes que aderiram ao serviço.

O atendimento é em todos os dias das 9h às 21h (almoço e jantar) e o serviço no Picanha Mania também é gratuito. “Atendemos principalmente empresas do Distrito e hóspedes de hotéis”, informou. Ligando para a central de atendimento, o cliente executa o cadastro e recebe o serviço em qualquer parte da cidade.

Fonte: D24am – 18/09/2011

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Por que esses restaurantes deram certo – Parte 3

EQUIPE DE LUXO

Quando os funcionários dão alma ao negócio

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OS OLHOS DO DONO | (Em sentido horário, a partir da foto maior) Rogério Fasano experimenta um molho na cozinha do Fasano, em São Paulo; conferindo o cardápio com o gerente Ismael Cordeiro Martins; no lobby do hotel, que também empresta o nome da família e lhe serve como escritório; um aperto de mão caloroso no designer Roberto Cipolla, seu amigo, e, minutos antes de abrir as portas, o último check-up.

Ter o carimbo do grupo Fasano na carteira de trabalho costuma significar porta aberta no mercado. Com nove restaurantes, um bar, dois hotéis, uma enoteca e um bufê entre o Rio de Janeiro e São Paulo, que somam 800 funcionários, o restaurateur Rogério Fasano é uma das maiores autoridades do país em negócios de alimentação. E vem fazendo escola: não são poucos os ex-funcionários que se tornaram empreendedores bem- sucedidos. Mas ele faz questão de despir sua profissão da aura de glamour. "O restaurateur é o escravo do século 21. Deve gostar muito do que faz e, mais do que isso, precisar do negócio para sobreviver. O trabalho é pesado. Conheço poucos que conseguiram se manter casados." À dedicação em tempo integral, Fasano soma procedimentos gerenciais que diz ter desenvolvido, na prática, durante toda uma vida – o grupo foi fundado pela família em 1902. Um deles é exagerar no tamanho das equipes, para garantir atendimento impecável, mesmo quando algum empregado falta. Essa é parte da origem, segundo ele, dos altos preços cobrados por suas casas classe A. A outra é a matéria-prima, de primeira. "Restaurantes devem dar 15% de lucro, no máximo. Se dão 25%, algo está errado." Cabe a ele a tarefa de coordenar funcionários, inspecionar as cozinhas e girar pelos salões nos horários de maior movimento, por onde circulam cerca de 50 mil pessoas por mês. Além de visitar o máximo de unidades paulistanas todos os dias, Fasano passa uma semana por mês nas filiais cariocas, rotina que vai se tornar ainda mais puxada: de outubro até o segundo semestre de 2011, quatro novos restaurantes vão abrir as portas em São Paulo, Rio, Brasília e Punta del Este, no Uruguai. "Finalmente voltamos a crescer", comemora Fasano, referindo-se à crise que vivenciou cinco anos atrás, quando era sócio do empresário João Paulo Diniz. "Quase afundei, achando que tinha fôlego para ser proprietário do prédio que abriga o hotel. Estava errado, meu negócio é cuidar das operações, não ser dono do tijolo." Em 2007, a incorporadora JHSF adquiriu a parte de Diniz e, hoje, tem 66% da participação acionária. Um CEO, Paulo Antunes, entrou em campo para sanear a gestão do hotel e, nos últimos dois anos, mirou também nos restaurantes. "Nosso faturamento era alto, mas a lucratividade não", ele se recorda. "Hoje estamos em nosso melhor momento, sabemos pôr a coisa para funcionar."

* TEMPO DE CASA
"Prefiro receber funcionários egressos de escolas profissionalizantes e formá-los aqui dentro. Mas não considero que estejam prontos antes de cinco anos. O treinamento começa pelos cargos mais baixos, mas eles sabem que têm oportunidade de crescer. Tenho empregados com mais de 20 anos no grupo. Pago salários acima da média e, a partir do nível gerencial, concedemos bônus trimestrais."
* MENU NA PONTA DA LÍNGUA
"Um maître deve conhecer os pratos da casa, entender o que está vendendo. Precisa até saber explicar as receitas. Se o cliente e o chef de cozinha dominam o assunto, não pode haver uma falha no meio do caminho."
* POLÍTICA DE PREÇOS
"Quando um hotel tem baixa ocupação, sempre dá certo reduzir as tarifas. Com restaurantes não funciona assim. A clientela desconfia que o padrão de qualidade mudou, ou que você lucrava mais do que devia."
* DELEGAR É PRECISO
"Cada restaurante tem um chef de cozinha e todos respondem ao Salvatore Loi, o chef do Fasano. Ele é meu subordinado direto, mas tem total autonomia. O Loi pode até lançar pratos novos se eu estiver viajando."
* CONJUNTO DA OBRA
"Cozinha e serviço têm pesos semelhantes na receita de um bom restaurante. A comida, claro, está em primeiro lugar, mas não podem ocorrer falhas no atendimento. A arquitetura é outro ponto fundamental: o empreendimento deve ser coerente."
* ALFAIATARIA CULINÁRIA
"Quem pretende atuar na alta gastronomia não pode ter um salão com mais de 80 lugares. E deve estar presente: a clientela gosta de ver que o dono está ali, como se fazia no passado."
GRUPO FASANO

RESTAURANTES: Fasano, Gero, Gero Caffè, Parigi, Nonno Ruggero, Armani Caffè
ONDE FICAM: 7 unidades em São Paulo e 2 no Rio de Janeiro
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS: 800
ANO DE FUNDAÇÃO: 1902
MOVIMENTO: 50 mil pessoas por mês em todas as unidades

Fonte: http://revistapegn.globo.com

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