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O prato pode ser bonito e delicioso, mas o cliente só pede se o menu o convencer

Os empreendedores do setor de bares e restaurantes enfrentam desafios adicionais em relação a outras áreas do comércio. Para começo de conversa, eles têm de cumprir uma série de normas da vigilância sanitária. Afinal, alimentos são um produto delicado e tanto podem significar saúde quanto doença. Comida também não é uma peça de roupa, que tem prazo de validade determinado apenas pela moda e pela estação e não estraga como feijão. Enquanto quem quer uma calça pode experimentar várias peças antes de comprar, em um restaurante o consumo é lá mesmo e não dá para provar vários pratos antes de optar por um. Por esse motivo, o cardápio é um dos aspectos mais importantes para quem atua no ramo e espera que o cliente se farte da entrada à sobremesa, em vez de pedir apenas uma água e ir embora.

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Considerado um dos melhores jornais do mundo, o The New York Times publicou recentemente uma ampla reportagem com conselhos úteis para tornar o menu de um restaurante mais eficiente – ou seja, que convide o cliente a gastar e a voltar outro dia para experimentar outros pratos. É o que o Times chama de “psicologia do cardápio”. O Empreendedores resumiu e adaptou cinco dicas para você. Confira.

Família

Quem possui um restaurante quase sempre tem no seu cardápio alguma receita que está na família há anos. Segundo o jornal, é uma pena que muitos não deixem isso claro para o cliente, pois as pessoas tendem a valorizar e considerar especiais as receitas mais caseiras que fizeram sucesso numa família. Portanto, é bom dar nomes como “Galinhada do Tio Chico” ou “Pudim da Mamãe”.

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Evite usar cifrões ou o símbolo da moeda, o R$. Use apenas os números, como “20”, “30”, sem a vírgula para centavos. Não se sabe exatamente por que dá certo, mas dá, garante o engenheiro de cardápio (sim, essa profissão existe nos Estados Unidos) Greg Rapp. “Faz 25 anos que tiro cifrões de cardápios”, diz. Mas, sempre que possível, evite também os números redondos. Portanto, “19” é melhor que “20”, e “29” é melhor que “30. Se você quiser ou precisar usar centavos, evite o 19,99. Segundo os especialistas, isso está superado e causa no cliente a impressão de que você está sendo melodramático. Prefira 19,75. Melhora. Coloque também o preço no final da descrição e nunca dê destaque para ele.

Literatura

Descreva o prato, faça literatura, mesmo que seja um prosaico contrafilé com fritas, o qual poderia ficar mais ou menos assim no seu menu: “Bife magro, fresco, de 250 gramas, grelhado no ponto que você escolher, com batatas palito, fritas em óleo novinho, e sequinhas.” Trocando em miúdos, não perca a oportunidade de fazer propaganda dos seus pratos antes que o cliente escolha. Todo menu é, em potencial, uma ferramenta de propaganda e marketing. Por que não usá-la? Além disso, pesquisas mostram que o cliente tende a se sentir mais satisfeito e a achar a comida mais saborosa se ele leu antes a descrição, que o induz a

Chamariz

Consultores de cardápio norte-americanos ouvidos pelo Times recomendam o uso do que eles chamam de “chamariz”, com o objetivo de fazer o cliente pedir os pratos mais lucrativos e/ou mais caros. Uma das estratégias é colocar no topo da lista o prato mais caro. Desse modo, os seguintes causam a sensação de serem baratos. Pesquisas mostram que a maioria dos clientes tendem a escolher um prato de preço intermediário, nem os mais caros nem os mais baratos. Por isso, se você quer aumentar as vendas de um determinado item mais lucrativo, coloque-o no cardápio – com uma descrição bem apetitosa – perto de um prato mais barato, mas com menos descrições e adjetivos. Os especialistas garantem que isso induz o cliente a escolher o mais caro.

Aparência

Esta dica implica gastar um pouco mais, mas vale a pena. Os especialistas afirmam que um cardápio deve imitar a aparência (o chamado “layout”) dos jornais e revistas, que destacam por meio de fotos e tamanhos das letras aquilo que se pretende chamar mais atenção. Por esse motivo, compensa o investimento contratar os serviço de um designer editorial para fazer o layout do seu menu. Mas cuidado: há muita gente por aí que se diz profissional da área simplesmente porque domina os programas de computador específicos para isso. O bom designer, na verdade, precisa ter senso estético e entender de artes gráficas. Os programas de computador são apenas uma pequena parte do trabalho. Um bom profissional vai saber também que cores escolher e nunca vai usar roxo ou cinza, por exemplo, que tiram o apetite. Já o vermelho e o amarelo aumentam a fome. O Times, no entanto, aponta uma exceção: jamais use fotos no seu cardápio se seu restaurante for de alto padrão.

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10 restaurantes especializados em uma única comida

Já imaginou um restaurante onde tudo leva maionese? E que tal um café em que todas as receitas têm um toque de Nutella?

Para investir em qualidade e se diferenciar no concorrido mercado de alimentação, muitos empresários abrem lojas ou restaurantes especializados em apenas um prato ou com um ingrediente principal como chamariz. Essa tendência monotemática já chegou ao Brasil com o lançamento de empresas especializadas em brigadeiros, brownies, pães de mel, macarons e waffles.

Em outros países, porém, essa tendência inclui propostas inesperadas, como um restaurante cujo cardápio é especializado em maionese (nem as sobremesas escapam). O site Buzffeed compilou alguns desses estabelecimentos e suas especialidades.

1. S’mac – Nova York, Estados Unidos

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Macarrão com creme de queijo e outros acompanhamentos são a atração do S’mac (Foto: Divulgação)

Esse café oferece um cardápio recheado com opções de macaroni and cheese, um prato tipicamente americano de macarrão com molho de queijo. São vários tipos de recheios e opções veganas.

2. Madd – Londres, Inglaterra

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O Madd foi criado para os loucos por manga (Foto: Divulgação)

Loja de sobremesas que usa a manga em todos os seus produtos: milkshakes, sorvete, doces e até drinks.

3. Oatmeals – Nova York, Estados Unidos

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No Oatmeals, a aveia integra todos os pratos (Foto: Divulgação)

Outro café em que todos os pratos vêm acompanhados de aveia, desde simples tigelas de frutas a pratos mais complexos e sanduíches.

4. Rice To Riches – Nova York, Estados Unidos

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Estilo de sorveteria, mas com opções de pudim de arroz (Foto: Divulgação)

A loja tem a estrutura de uma sorveteria, mas, em vez de sorvete, oferece diferentes tipos de pudim de arroz. Você ainda pode montar potes com seus sabores favoritos.

5. Xooro – lojas espalhadas pela Califórnia, Estados Unidos

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Clientes podem achar diversos tipos de churros na rede Xooro (Foto: Divulgação)

A rede só vende versões de churros, com recheios como Nutella, doce de leite e coberturas como chocolate ao leite e meio amargo.

6. Peanut Butter & Co. – Nova York, Estados Unidos

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A Peanut Butter & Co. é especializada em manteiga de amendoim (Foto: Divulgação)

Outra delícia americana ganhou uma loja para chamar de sua. Ela serve 20 tipos diferentes de sanduíches e 10 sobremesas recheadas com manteiga de amendoim.

7. Nutelleria – diferentes localidades, principalmente na Europa

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A Nutelleria acrescenta o seu famoso creme de avelã em todas as receitas (Foto: Divulgação)

Essa cadeia de cafés oferece muitas opções de comida e bebidas, todas com um toque de Nutella, famoso creme de chocolate e avelã.

8. Cereality – Dallas, Estados Unidos

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Cereais matinais são a atração principal do Cereality (Foto: Divulgação)

Restaurante com diversas marcas de cereais matinais, que os clientes podem combinar com outros acompanhamentos, como frutas, nozes e até doces.

9. Chobani Soho – Nova York, Estados Unidos

O Chobani mistura iogurte grego com diferentes acompanhamentos (Foto: Divulgação)

Esqueça o frozen yogurt e o sorvete. Nessa loja, o rei é o iogurte grego e sua combinação com diversos acompanhamentos.

10. Mayo Restaurant ou Mayokichi – Tachikawa, Japão

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Detalhe dos potes de maionese personalizados pelos clientes (Foto: Divulgação)

Restaurante especializado em maionese, um condimento adorado por muitos japoneses. Além dos diversos pratos – incluindo sobremesas – com o ingrediente, o local oferece um serviço como um “clube da maionese”, em que guarda o pote personalizado de maionese de cada cliente.

Fonte: http://revistapegn.globo.com

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Restaurantes driblam preços com criatividade

A escalada de preços de alimentos está tirando o sono não só de quem frequenta as feiras e supermercados de Belo Horizonte. Os restaurantes e buffês estão tendo que usar a criatividade para driblar a alta de preços nos balcões. Substituir as receitas dos cardápios, diminuir os ingredientes e trocar os fornecedores são algumas alternativas. O caqui, por exemplo, tem ganhado parte do espaço do tomate. A vagem foi substituída pela cenoura em alguns pratos e o molho de maracujá pelo de alcaparras.

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O restaurante Paladino, na Pampulha, está há 11 anos no mercado. “Em todo esse período, nunca havia visto uma alta tão constante assim no preço dos alimentos”, afirma Marcelo Haddad, proprietário do Paladino. Os produtos que tiveram maior alta de preço nos últimos tempos, como brócolis paulista, batata, cenoura, couve-flor e tomate, perderam lugar no restaurante. No lugar entraram chuchu, quiabo, jiló, taioba, couve, abobrinha e moranga. “Passamos a usar legumes mais mineiros e um mix de folhas produzidas na própria horta do restaurante”, diz Haddad. Outra alternativa usada pelo restaurante tem sido buscar novos fornecedores e fazer a cotação nos sacolões semanalmente.

O tomate recheado com champignon chegou a ficar quase dois meses fora do cardápio do restaurante Couve-Flor, em Lourdes. “Paguei R$ 130 pela caixa com 20 quilos de tomate, sendo que o valor normal é na faixa de R$ 40. Só agora que o preço voltou a cair”, afirma Alice Coelho de Assis, dona do restaurante. A vagem também ficou fora do cardápio por alguns dias. “Em vez de vagem com ovo, passei a servir cenoura com ovo. Até mesmo a couve-flor, que não posso deixar de servir, por causa do nome do restaurante, fiquei sem por uns dias”, diz Alice.

Buscar os legumes diretamente na Ceasa Minas foi a alternativa encontrada por Nélia Ferreira, dona do restaurante Saatore, em Lourdes. “Lá costuma ser 40% mais barato do que o valor cobrado pelo fornecedor”, afirma Nélia. Como o restaurante trabalha com pratos à la carte, ela passou a sugerir linguine a quatro queijos, em vez de espaguete ao molho de tomate. “O preço do cardápio continua o mesmo. Então substituímos algumas receitas”, observa Nélia.

Fonte: http://www.em.com.br

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Aplicativo permite que turistas entendam cardápios brasileiros

O aplicativo para tablets e smartphones capta a imagem do cárdapio em português e traduz para a língua do turista.

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Você têm acompanhado na série Vamos Fazer Bonito, a saga dos turistas pelas cidades que vão sediar a Copa no Brasil.E na hora que bate aquela fome? será que eles conseguem entender o cardápio de comidas brasileiras? O Márcio Carneiro, do Maranhão, pensou numa solução para esse problema.

"A ideia do Babel surgiu a partir de um problema. um problema que até mesmo o fantástico mostrou com a série da glorinha, ou seja, os turistas . A questão da língua é uma barreira importante que tem muitas dificuldades a serem resolvidas", explica.

O aplicativo para tablets e smartphones capta a imagem do cárdapio em português e traduz para a língua do turista.

"O turista chega num restaurante, recebe o cardápio e não consegue entender nada. então, se ele tem o aplicativo e aquele restaurante participa do sistema ou é associado ao sistema, aquele conteúdo vai estar no servidor. então, ele basta apontar a câmera pro cardápio e ele vai ouvir aquele conteúdo na língua dele".

A tecnologia do aplicativo já está pronta, mas a previsão é que ele só esteja disponível até a copa do mundo.

A ideia seria para a Copa como um teste e pra olimpíada podendo disponibilizar com várias línguas que teria uma demanda muito maior.

“Eu acho que todo mundo que já passou a dificuldade de estar em outro país, enfrentar uma barreira lingüística, sendo num restaurante, viu como é difícil. então, eu acho que a gente tem que se colocar no lugar desse visitante. e, se a tecnologia poder ajudar, acho que ela deve ser utilizada”.

Assista ao vídeo em: http://g1.globo.com/fantastico/quadros/canal-f/noticia/2013/05/aplicativo-poder-auxiliar-turistas-com-cardapios-de-comidas-brasileiras.html

Fonte G1

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Criado nos EUA, ‘casual dining’ ganha força no Brasil

As redes Outback e Applebee’s são as principais representantes por aqui. Restaurantes ocupam zona intermediária entre as casas de fast food e a gastronomia mais elaborada

Onde foi parar o T.G.I. Friday’s, pioneiro do estilo "casual dining" no Brasil?

O Friday’s saiu do país pela porta dos fundos, em 2010, mas deixou a da frente aberta para que outras casas do estilo conquistassem o mercado.

"Casual dinings" -conceito que nasceu nos EUA na década de 60 e popularizou-se mundo afora- ocupam uma zona intermediária entre as lanchonetes populares e a gastronomia mais elaborada. Geralmente, fazem parte de grandes cadeias, em que o serviço costuma ser informal.

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No Brasil, o Outback Steakhouse e o Applebee’s têm as maiores redes do setor, e ambos estão em ascensão.

O Outback possui 1.050 restaurantes no mundo, dos quais 41 estão no Brasil. É pouco, mas outro número talvez seja mais revelador.

Nove entre as dez unidades com maior faturamento da rede no mundo são brasileiras -a atual líder mundial é a do shopping Center Norte, em São Paulo.

No país desde 1997 (chegou dois anos depois do Friday’s), o Outback se alastrou por 19 cidades e 11 Estados. Já chegou inclusive ao Nordeste, território incerto para cadeias do gênero.

 

No cenário internacional, o Applebee’s soma 2.100 lojas, o dobro do Outback.

No Brasil, contudo, as posições se invertem: o Applebee’s tem 13 restaurantes, menos de um terço do concorrente.

Mas há planos de expansão. A rede deve abrir mais quatro unidades até o início de 2014.

FRITURAS NO CAPRICHO

O que mais caracteriza os "casual dinings"?

Em ambientes descontraídos, servem comida com qualidade superior aos fast-foods, a preços razoáveis. No cardápio variado, a principal atração são as porções caprichadas de frituras, para serem compartilhadas.

No Outback, o melhor exemplo disso são as apimentadas cebolas gigantes, servidas num formato que lembra uma flor com pétalas abertas.

As cebolas, que pesam até 700 g, ficam de molho em água com gelo para perderem a acidez, são empanadas em uma farinha importada dos EUA e fritas por exatos seis minutos (três de cada lado). Já chegaram a ser cortadas manualmente. Hoje há uma máquina própria para isso.

Os menus do Outback e do Applebee’s guardam similaridades, como a costela ao molho barbecue. O segundo, no entanto, tem um acento mais "cajun" (cozinha característica da região da Louisiana, em que é forte a presença da pimenta), com o frango empanado "boneless buffalo wings" como destaque.

Curiosamente, o Outback e o Applebee’s não competem nos EUA, onde o setor de "casual dining" é bastante segmentado. Lá, o Outback disputa o mercado com casas especializadas em carnes.

SHOPPINGS E FILAS

No Brasil, as casas têm ainda duas particularidades: a maioria exibe filas de espera -no Outback, elas podem durar até cinco horas- e fica em shoppings.

Aliás, o Outback número um do mundo, a unidade do shopping Center Norte, recebe em média 1.500 clientes por dia. Em uma "noite tranquila", segundo os funcionários, há 40 mesas na espera.

Ao que parece, o sucesso do modelo instiga o Friday’s a tentar uma segunda chance no país. Responsável pela introdução do "casual dining" no Brasil, em 1995, a rede fechou sua última unidade brasileira em 2010, por problemas de gestão.

No entanto, segundo os concorrentes, planeja um retorno em breve. Saíram pela porta dos fundos, mas guardaram as chaves.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Legislação obriga restaurantes a ter cardápios em Braille

Apesar das leis, pessoas com deficiência visual ainda encontram muita dificuldade em ter seu direito garantido. Além disso, a maioria dos funcionários destes estabelecimentos não está preparada para atender este público.

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Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre

Quem nunca ficou com muita vontade de comer algo que tenha acabado de ver em uma revista, em um balcão de lanchonete ou no prato da mesa vizinha no restaurante? É o que chamamos de “comer com os olhos”. Comer é para muitos de nós um enorme prazer, mas para boa parte das pessoas com deficiência visual, ir para restaurantes, bares e lanchonetes é motivo de perder a fome.

Imagine superar todas as dificuldades para chegar a um restaurante, e ao sentar-se e pedir o cardápio em braille, o cliente ouve do garçom: “infelizmente, não temos.” Se esta cena acontecer em São Paulo e em muitas outras cidades brasileiras, este local pode ser denunciado e multado, pois há leis que determinam que restaurantes, bares, lanchonetes e hotéis devem disponibilizar cardápios em braille para pessoas com deficiência visual. Em São Paulo, esse direito é garantido pela Lei 12.363/97, que é regulamentada pelo Decreto Municipal nº 36.999/97.

Apesar de a legislação existir desde 1997 em São Paulo, encontrar cardápios nesta linguagem não é tarefa das mais fáceis. Mesmo não tendo deficiência visual, faça a experiência de pedir um. Regina Fátima Caldeira de Oliveira é deficiente visual e costuma fazer esse tipo de pedido. E também já se acostumou em receber respostas negativas à sua solicitação. “Embora haja leis que obriguem os estabelecimentos a disponibilizar cardápios em braille, ainda há muitos que não as cumprem”, relata.

Regina, que trabalha como coordenadora de Revisão da Fundação Dorina Nowill para Cegos e como coordenadora Geral do Conselho Ibero-Americano do Braille, ressalta ainda que a falta de cardápios especiais para pessoas com deficiência visual não é o único problema na hora de ir a um restaurante. “A maioria dos funcionários não está preparada para atender pessoas com deficiência visual. É muito comum encontrar garçons que se dirigem a nossos acompanhantes para saber o que desejamos comer ou beber. Outros, colocam pratos e copos à nossa frente sem nos informar disso, o que, muitas vezes, provoca situações constrangedoras. Esses são apenas alguns exemplos do despreparo do pessoal que trabalha nesses estabelecimentos”, desabafa.

Para amenizar estes problemas, Regina faz algumas recomendações: “o Sindicato dos Trabalhadores em Bares, Restaurantes e Similares deveria procurar as instituições que atendem as pessoas com deficiência visual a fim de, juntamente com elas, organizar palestras destinadas à orientação dos funcionários desses estabelecimentos. As pessoas que pudessem assistir a essas palestras poderiam atuar como multiplicadores entre seus colegas. Essa prática seria bastante proveitosa, pois as pessoas cegas, certamente, iriam sempre nos locais com bom atendimento”, esclarece.

Regina também fez questão de oferecer dicas que podem ajudar as pessoas com deficiência visual a contornar eventuais dificuldades em restaurantes, bares e lanchonetes:

- Escolher bem o restaurante. Se for self-service, melhor ir acompanhado; se não, pergunte se há um funcionário que possa descrever os alimentos e onde eles estão.

- Já na chegada, esclarecer ao funcionário (hostess, maitre ou garçom) que é deficiente visual.

- Pedir para sentar na área de maior fluxo de garçons (para facilitar a solicitação dos serviços).

- Cardápio em braille é lei – portanto, exija: se não houver, peça para o garçom ler os itens, os produtos e os preços.

- É conveniente pedir a disposição dos alimentos (onde está cada alimento no prato).

- Solicitar que certos alimentos, como carnes venham previamente cortados.

- Na hora da conta, pedir para que o garçom leia item por item; nada disso é favor, mas sim obrigação do restaurante para com o cliente.

Como fazer um cardápio em Braille?

A CNTur (Confederação Nacional do Turismo), entidade sindical de grau máximo que representa o setor no Brasil, e a ABRESI (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo) têm parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos para a produção, a preços mais acessíveis, de cardápios em formato braille ou tinta/braille, conforme estabelecido na legislação vigente.

A parceria também prevê treinamento e capacitação de funcionários dos estabelecimentos do segmento, workshops para empresas interessadas em contratar funcionários com deficiência visual e consultoria para adequação dos espaços. A CNTur e a ABRESI congregam cerca de 2 milhões de empresas, que geram aproximadamente 6 milhões de empregos no País.

Vale lembrar que a renda obtida com os cardápios em braille produzidos é totalmente revertida em prol das ações e programas que a instituição realiza há mais de 64 anos com o objetivo facilitar a inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão.

Serviço:

Cardápios braille

Fundação Dorina Nowill para Cegos – Captação de Recursos

Telefone: (11) 5087-0984

E-mail: comercial@fundacaodorina.org.br

Bons exemplos

Pioneira no setor, a rede de lanchonetes McDonald’s é um local que disponibiliza aos consumidores o cardápio em Braille desde 1989. Todos os 577 restaurantes espalhados pelo Brasil possuem um menu nesta linguagem, que traz o preço e descrição de cada produto.

Além destes locais, a Fundação Dorina Nowill indica, em São Paulo, uma série de outros restaurantes preparados para atender esse público. Confira, abaixo, as dicas:

- Alimentari di Sergio Arno | Rua Pedroso Alvarenga, 545, Itaim Bibi, tel. 11 3167-5667

- Almanara | R. Oscar Freire, 523, Cerqueira Cesar, tel. 11 3085-6916

- Antiquarius | Al. Lorena, 1884, Jd. Paulista, tel. 11 3082-3015

- Barbacoa | R. Dr. Renato Paes de Barros, 65, Itaim Bibi, tel. 11 3168-5522

- O bar baro | R. Pequetita, 179A, Vila Olímpia, tel. 11 3842-6868

- Black Dog | Al. Joaquim Eugênio de Lima, 612, Jd. Paulista, tel. 11 3881-8900

- Congonhas Grill | Av. Washignton Luiz, s/n, 2o. andar, Vila Congonhas, tel. 11 2161-1175

- Fasano | Hotel Fasano, R. Vitorio Fasano, 88, Cerqueira Cesar, tel. 11 3062-4000

- Gelateria Stramondo | Shopping Central Plaza – Av. Dr. Francisco Mesquita, 1000 – Loja 01A e Quiosque, tel: 11 2063-9928 e Shopping Taboão – Rodovia Regis Bittencourt, Km 271,5 – Loja 201 e Quiosque, tel: 11 4135-1115

-La Risotteria – Alesssandro Segato | Rua Pe. João Manuel, 1156, Cerqueira Cesar, tel. 3068-8605

- The Fifties | R. Tabapuã, 1100, Itaim Bibi, tel. 3079-3019

- Via Castelli | R. Martinico Prado, 341, Vila Buarque, tel. 3662-2999

- Wraps | R. Horácio Lafer, 257, Itaim Bibi, tel. 3073-0071

Se você conhece e quer indicar outros bons exemplos, escreva para o e-mail: redacao@vidamaislivre.com.br.

Fonte:http://vidamaislivre.com.br

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Cuidados com seu cardápio

Podemos considerar que o cardápio é o Cartão de Visitas de um restaurante, mas sua função vai muito além disto. O cardápio é também uma ferramenta de gestão e marketing do restaurante. E apesar de sua importância alguns restaurantes não dão o devido valor que o cardápio merece e cometem erros gritantes durante sua confecção. Baseado nos principais erros cometidos durante e após o planejamento do cardápio a GR preparou para você algumas dicas para deixar seu cardápio impecável.

Vejam os erros:

1 – Erro de Ortografia

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O texto do cardápio deve ser revisado antes de impresso. Peça sempre para mais pessoas lerem o cardápio antes de mandar para impressão. Um professor de português para revisá-lo é o ideal.

 

2 – Cardápio com rasuras

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Se precisar mudar alguma informação em seu cardápio, imprima-os novamente. Cardápios rasurados dão a sensação de que principalmente o preço foi elevado. Além da questão estética não ser nada favorável.

 

3 – Higiene do Cardápio.

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Evite cardápios com manchas de bebidas, dedos e encardidos. A sensação que o cliente terá é que sua cozinha é do mesmo jeito.

 

4 – Anúncios no cardápio

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Na intenção de economizar na produção dos cardápios restaurantes em parceria com outras empresas colocam anúncios no cardápio. Os anúncios tiram o foco do cliente e dificultam na escolha dos pratos. Outro fator negativo é que prejudica é muito no layout do cardápio.

Outros erros também cometidos

5 – Falta de atualização com informações desatualizadas

6 – Fotos que não remetem à realidade do produto vendido

7 – Falta de informações como formas de pagamento.

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Automação comercial reduz o gasto com papel nos restaurantes

imageUtilização de sistemas e equipamentos gera economia de até R$ 13 mil ao ano em estabelecimentos de diversos portes

Evasão de receitas, erros de pedidos e no fechamento das contas por causa da caligrafia e dificuldade no controle da comissão dos garçons. Os problemas acima são constantes nos restaurantes que ainda utilizam as comandas de papel. A automação comercial de bares e restaurantes, além de evitar a fraude fiscal, também agiliza o atendimento e diminui os erros dentro e fora do balcão.

Outro benefício para os restaurantes, padarias e casas noturnas na adoção de terminais automatizados e softwares para cadastro de pedido é a economia. A conta abaixo é simples e ilustra o cotidiano dos estabelecimentos comerciais:

Um bloco com 1.000 folhas (mil) custa aproximadamente R$ 20. O gasto anual com comendas de um restaurante com 10 garçons é de R$ 1.000 (mil). Um cardápio com fotos coloridas custa, em média, R$ 25 e o gasto anual com cardápios de um restaurante com 80 cardápios é de R$ 12.000 (doze). O total anual de gastos com papel deste restaurante chega a R$13.000.

Atualmente, as empresas de automação comercial têm criado soluções diversificadas para atender a cada tipo de estabelecimento, desde o pequeno até uma rede de franquias. Entre as plataformas, encontram-se até cardápio no iPad, como é o caso do Pad + Colibri, criado pela Esys Colibri.

A solução, lançada no final de 2010, transforma o tablet da Apple num cardápio interativo com fotos e a possibilidade do próprio cliente realizar o seu pedido. Outra plataforma desenvolvida pela Esys Colibri, o Comanda Via Celular, transforma o celular do garçom em um bloco de notas.

“Não é só uma questão de economia, mas também uma decisão sustentável e que agride menos o planeta. A partir do momento que o restaurante é automatizado, o gasto com papel é reduzido drasticamente”, afirma Mauricio Medeiros, presidente da Esys Colibri.

Fonte: http://www.cozinhaprofissional.com.br

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Garçons devem perguntar se clientes querem ou não o couvert

imageUma novidade já está em vigor na bandeja dos restaurantes de São Paulo. É a lei do couvert, que começou a vigorar na última sexta-feira. Ela determina que os garçons perguntem para o cliente se ele quer ou não o couvert e diz que no cardápio do restaurante esteja discriminado, em detalhes, o que vem nesse couvert e também quanto ele vai custar por pessoa. No primeiro dia de validade da lei, dos 68 estabelecimentos fiscalizados, 10 foram autuados.

Assim que o cliente chega, o garçom traz os aperitivos servidos antes do prato principal. “Essa lei do couvert veio a bom tempo. Em vários lugares que tenho ido, o garçom joga o couvert na mesa. Não pergunta, não fala nada e se retira”, contou Eduardo Bittencourt Martins Campos, consultor de TI.
Uma lei que entrou em vigor na última sexta-feira no estado de São Paulo cria regras para esse serviço. A lei obriga bares, restaurantes e lanchonetes a informar o preço e também quais os itens que compõem o couvert.

No cardápio, tem de constar exatamente o que vai ser servido. Antes de levar à mesa, o garçom tem de oferecer o aperitivo ao cliente. “É mais democrático. Antes, a gente tinha uma surpresa ruim no final”, disse a gerente comercial Benita Gonzalez Aníbale.

Se o couvert for uma cortesia, o garçom não precisa perguntar se o consumidor quer o aperitivo. “A oferta do couvert sem a prévia anuência do consumidor é considerada amostra grátis, quer dizer, não pode ser cobrada depois”, explica o assessor da direção do Procon-SP, Márcio Marcucci.

Mas a confusão ainda está longe de acabar. Para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel), se um cliente pede o couvert e divide com quem está na mesa, todos pagam. “Se os outros dois resolveram também se servir do couvert, eles passam a pagar, porque automaticamente aceitaram o couvert”, explicou Joaquim Saraiva de Almeida, da Abrasel.

O Procon diz que não é assim. “Paga aquele que pediu e consumiu de forma principal o couvert. Os outros não pediram o couvert para consumo integral. Na verdade, aquele couvert que foi oferecido para um que concordou com o serviço foi dividido com os outros. Mas quem vai pagar foi quem pediu”, lembrou o assessor da direção do Procon de São Paulo, Márcio Marcucci. “Acho que vai ser muito bom. Se você quer, pede. Se não, não obriga”, pontuou a engenheira civil Deise Martins Campos.

As multas para quem desobece a lei variam entre R$ 422 e R$ 6,3 milhões, dependendo do tamanho do estabelecimento. A responsabilidade pela fiscalização é do Procon, que fez uma blitz na sexta-feira mesmo.

Fonte: http://www.atribuna.com.br/

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O Cardápio é a Imagem do Restaurante

imageO cardápio tem função primordial em um restaurante – é um dos seus principais instrumentos de marketing. Veículo de informação, venda e publicidade, tem como finalidade auxiliar os clientes na escolha de alimentos e bebidas. Deve ser cuidadosamente planejado e elaborado, pois transmite a imagem do estabelecimento para o consumidor.

Antes do surgimento dos modernos restaurantes, as casas que forneciam refeições não usavam cardápios escritos. Os nomes dos pratos e preparações eram anunciados pelos atendentes, que guardavam essas informações na memória. Com o passar do tempo, alguns restaurantes em Paris sentiram a necessidade de informar seus frequentadores com mais eficiência e começaram a listar as preparações em quadros que ficavam pendurados na entrada dos recintos. Nesse processo, e com o aumento da oferta de pratos, os proprietários começaram a perceber que o atendimento e o serviço de mesa agregavam valor, na perspectiva do cliente. Passaram, então, a listar os pratos em tábuas menores, que ficavam dependuradas na cintura dos garçons, de cabeça para baixo, para a sua visualização, de forma a ajudá-los na orientação dos pedidos. Aos poucos, os clientes foram sentindo a necessidade de consultar essas tábuas e pediam aos garçons para vê-las, o que fez surgir os cardápios individuais de hoje.

A carta de comidas ou menu, como pode também ser denominado o cardápio, pela sua importância, requer cuidados no seu planejamento e elaboração. É o primeiro elemento a ser pensado quando da decisão de se abrir um local para venda de comidas e bebidas. Esses critérios estão relacionados tanto à sua forma física quanto ao seu conteúdo.

Alguns fatores determinantes devem ser considerados na composição de um cardápio: os prováveis consumidores, as preferências regionais, a localização, o espaço físico, o ambiente, o orçamento, o tipo de serviço, o número de refeições, o horário de atendimento, os equipamentos, utensílios e mão de obra. Um outro aspecto diz respeito ao equilíbrio na escolha das cores, formas, sabores, texturas dos ingredientes e temperos que irão compor os pratos a serem oferecidos, assim como o tipo de preparo, temperaturas, conhecimento das preparações e viabilidade das composições. A harmonia entre esses elementos diferencia um cardápio bem elaborado de outro que não chega a tanto.

A estrutura física do cardápio não é um ponto menos complexo. O formato das cartas e a sua apresentação, muitas vezes, podem ser aspectos de atração ou repulsa ao restaurante, normalmente, numa reação inconsciente do consumidor. Como um instrumento de informação, deve ser condizente com a proposta do restaurante e adequado ao tipo de consumidor alvo do negócio.

Muitos donos de restaurantes, no afã de ganharem mercado ou chamarem atenção dos clientes, deixam de tirar proveito de um cardápio adequado, eficiente, atrativo. Cardápios muito extensos, por exemplo, cansam e confundem o consumidor, além de exigirem um estoque maior, dificultando o trabalho do garçom e penalizando a qualidade do serviço, o controle de material e elevando os custos. Pratos listados com fontes (letras) muito pequenas em locais com pouca luminosidade ou para um público que pode ter limitações visuais, dificultam a venda e aborrecem o cliente. Incluir produtos que estão frequentemente em falta também constitui falta grave. Cardápios muito grandes (como aqueles que, para serem lidos, é preciso que a cadeira vizinha esteja vazia) dificultam o seu manuseio. Ainda existem aqueles com elementos gráficos, em excesso, ou com cores não contrastantes, difíceis de visualizar.

O cardápio é um instrumento de venda e, como tal, deve facilitar a vida do restaurante, do garçom e do cliente. Entretanto, alguns estabelecimentos ainda falham na sua concepção, não tirando proveito do grande potencial que tem.
* Lourdes Barbosa é professora de Teoria e Prática de Alimentos e coordenadora do curso de Hotelaria na UFPE.

Fonte: http://www.bemtemperado.com.br

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